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Polícia sem folga

Da Redação

| Edição de 17 de abril de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Na tentativa de evitar conflitos entre grupos pró e contra impeachment neste domingo, os órgãos responsáveis pelas seguranças públicas dos Estados planejaram convocações extras de policiais e reforços em medidas de prevenção. Em Goiás, uma portaria do governo prevê que as forças policiais possam ter as férias e escalas de folga suspensas por até dois meses, caso haja conflitos urbanos e rurais após a votação da Câmara dos Deputados. Além de acompanhar os protestos na Capital, uma das prioridades das polícias no Estado será controlar os acessos a Brasília. O clássico do futebol local, Goiás e Vila Nova, também foi suspenso a mando do governo. Já em Minas Gerais, além do policiamento normal, outros 2.000 homens, inclusive cadetes da academia militar, serão chamados para impedir que os grupos pró e anti-impeachment se encontrem. Os dois lados assistirão à votação em telões que ficam a cerca de 2 km de distância, na Praça da Liberdade e Praça da Estação.

PRESSÃO NAS REDES

Movimentos pró-impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) estão pressionando deputados federais pelas redes sociais, E-mails e até telefones celulares para que votem a favor do pedido de afastamento. Tem representantes de grupos que até fazem ameaça aos parlamentares insinuando que seus nomes serão mostrados publicamente para que ninguém mais vote neles.

INDECISOS NA LISTA

Em Apucarana, o grupo “Cristãos pelo Brasil” anunciou que durante a concentração na Praça Rui Barbosa, hoje à tarde, vai mostrar com fotos os deputados federais paranaenses que estariam indecisos quanto ao voto favorável ou não ao impeachment da presidente Dilma. Até sexta-feira o grupo havia listado como indecisos Hermes Parcianello (PMDB), Sérgio Souza (PMDB), João Arruda (PMDB) e Toninho Wandescheer (PROS).

CONVITE À PRAÇA

O presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Apucarana (Acia), Júnior Cezar Serea, fez convites a todos os empresários associados para que também compareçam à concentração de hoje à tarde na Praça Rui Barbosa para engrossar o movimento pró-impeachment de Dilma. Segundo ele, manifestações no Brasil todo podem influenciar o voto dos deputados.

SAIU DE CIMA DO MURO

O deputado Sérgio Souza (PMDB-PR) postou vídeo no facebook onde afirma que votará pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) neste domingo, em sessão da Câmara dos Deputados. Souza, que estava na lista dos indecisos, disse que não se pronunciou antes porque estava finalizando o relatório da CPI dos Fundos de Pensão. Souza entrou na política como suplente da senadora Gleisi Hoffmann (PT).

AMEAÇA DO MST

Membro da direção nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile afirmou ontem que, se o impeachment da presidente Dilma Rousseff passar hoje, na Câmara, os movimentos sociais precisam organizar uma grande paralisação nacional para os próximos dias.

AMEAÇA DO MST II

“Se o impeachment for para o Senado, só há uma maneira de dar o nosso recado: é fazer uma paralisação nacional em todo o País. Isso exige paciência e debate. Vamos discutir nos nossos Estados, construir nos próximos 10, 15 dias uma grande paralisação da produção, dos transportes, das escolas, do serviço público, e dizer que a burguesia não vai ter sossego”, afirmou.

REUNIÃO DA AMUVI

A Associação dos Municípios do Vale do Ivaí (Amuvi) vai realizar reunião ordinária no dia 6 de maio, às 14 horas, no Centro Pastoral de Jardim Alegre, que fica na Praça Tadeu Ziemski, nº1. A presidente da associação, prefeita Maria Regina Della Rosa Magri (DEM), de São Pedro do Ivaí, pede a participação de todos os prefeitos. Segundo ela, assuntos importantes estarão em debate.

REDUÇÃO DE SUBSÍDIOS

O vereador Ruan da Pak (PSC) protocolou na Câmara de Cambira projeto de lei para redução dos subsídios dos vereadores para a próxima Legislatura de R$ 3,2 mil para R$ 970, bem como dos salários do prefeito, vice e secretários. O projeto foi lido em plenário na sessão da última segunda-feira, porém foi arquivado sob o argumento de que está em desacordo com o Regimento Interno da Casa.

COMPETÊNCIA

A presidente da Câmara de Cambira, Márcia Viscardi (PRB), explicou ao site Cambira Notícias que, de acordo com o artigo 33, parágrafo 2 do Regimento Interno, compete à mesa diretiva da Câmara propor resoluções e decretos legislativos que fixem ou atualizem a remuneração do prefeito, vice, secretários e vereadores. E que isso será feito na forma da lei, ou seja, até 30 dias antes das eleições.