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Reajuste de salários de ministros do STF

Da Redação

| Edição de 05 de maio de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O plenário da Câmara dos Deputados aprovou na noite de terça-feira (3) a tramitação em regime de urgência de dois projetos com impacto nos cofres públicos -o reajuste do salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal, com efeito cascata no Judiciário, e o reajuste salarial e reestruturação da carreira do Ministério Público da União. As urgências foram aprovadas por 399 votos a 20 e 433 votos a 8, respectivamente. A medida se soma à aprovação, na semana passada, da tramitação em regime de urgência do reajuste dos servidores do Judiciário Federal, com elevação nos contracheques de 41% até 2019.

Imagem ilustrativa da imagem Reajuste de salários de ministros do STF

Novo ministro criticado

A comunidade científica reagiu mal à perspectiva de ter o bispo licenciado da Igreja Universal e presidente nacional do PRB, Marcos Pereira, diante do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação em um eventual governo do vice-presidente Michel Temer (PMDB). A professora Helena Nader, presidente da Sociedade Brasileira Para o Progresso da Ciência (SBPC), disse que "tem notícias que é melhor a gente ler e voltar para a cama". Para ela, escolha de Pereira não deixa dúvidas de que ministério virou moeda de troca política. "Nada contra religião, mas não dá para misturar fé com Ciência, isso é um retrocesso imenso", diz.

Afastamento de Delcídio

O senador Delcídio do Amaral (ex-PT-MS) apresentou ontem um novo pedido de afastamento do Senado. Dessa vez, não alega motivos de saúde, mas a necessidade de se ausentar por cem dias para "tratar de interesses particulares". Ontem, a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) deixou para dar continuidade ao processo de cassação de Delcídio hoje. O caso poderia ir ao plenário ontem. A fim de evitar questionamentos e garantir todos os direitos de defesa, contudo, os senadores optaram pelo adiamento. O ex-petista foi líder do governo no Senado em 2015 até ser preso em 25 de novembro por suspeita de corrupção na Petrobras.

Presidentes de comissões

A Câmara escolheu na terça-feira (3) os presidentes das 25 comissões permanentes da Casa, entre eles deputados que são ou foram investigados nos escândalos da Lava Jato, dos Sanguessugas e do empresário dos jogos Carlos Cachoeira. Ao todo, pelo menos 5 dos 25 novos chefes das comissões são alvos no STF (Supremo Tribunal Federal). O novo presidente da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, por exemplo, é Alexandre Baldy (PTN-GO). Ele não responde a investigações no STF, mas foi alvo da CPI do Cachoeira, de 2012, e acabou citado no texto final do relator, o petista Odair Cunha (MG), como importante integrante da quadrilha atribuída a Cachoeira.

Eduardo Paes investigado

A Procuradoria Geral da República pediu que o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), seja investigado no inquérito contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG) sobre a maquiagem de dados do Banco Rural para esconder o mensalão mineiro. A solicitação foi feita junto ao pedido de abertura de inquérito contra Aécio e o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), com base na delação do senador Delcídio do Amaral (ex-PT-MS). Além desse possível inquérito sobre o Banco Rural, Aécio também foi alvo de um pedido de investigação sob suspeita de recebimento de propina de Furnas.