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Redução de 3,64% no preço da gasolina ainda não chega a postos de Apucarana

Renan Vallim

| Edição de 03 de janeiro de 2019 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O ano de 2019 começou com gasolina mais barata nas refinarias de todo o país. A Petrobras decidiu cortar 3,64% no valor do litro do combustível através de dois reajustes: o primeiro, de 2,75%, entrou em vigor ontem. O segundo corte, de 0,89% tem início a partir de hoje. A questão agora é quando e quanto desta redução chegará aos consumidores. Postos de combustíveis afirmam que, se as distribuidoras reduzirem os valores, o desconto será repassado aos motoristas.

O valor da gasolina nas refinarias iniciou 2019 custando R$ 1,5087. A partir de hoje, o valor passa a ser de R$ 1,4537. De acordo com a Petrobras, a política de preços da empresa para a gasolina e o diesel vendidos às distribuidoras “tem como base o preço de paridade de importação, formado pelas cotações internacionais destes produtos mais os custos que importadores teriam, como transporte e taxas portuárias, por exemplo”.

Segundo a estatal, essa “paridade é necessária porque o mercado brasileiro de combustíveis é aberto à livre concorrência, dando às distribuidoras a alternativa de importar os produtos”. A Petrobras informa ainda que, “o preço considera uma margem que cobre os riscos (como volatilidade do câmbio e dos preços)”.

O corte anunciado pela companhia ocorre um dia após forte queda do dólar frente ao real, um dos parâmetros utilizados pela empresa em sua sistemática de reajustes. O outro componente que influenciou no resultado é o mercado internacional de petróleo e gasolina, que avançou na véspera.

Ontem, a gasolina comum era comercializada nos postos de Apucarana custando entre R$ 4,25 e R$ 4,49. Caso a totalidade do reajuste seja repassada aos consumidores, o litro da gasolina pode cair, em média, R$ 0,16, ficando entre R$ 4,09 e R$ 4,33. De acordo com a Agência Nacional do Petróleo (ANP), gasolina acumulou alta de 5,97% em 2018.

O repasse do corte para o preço cobrado nas bombas depende das distribuidoras e dos postos. Os estabelecimentos dedicados ao consumidor final explicam que, se as distribuidoras aplicarem a redução nos valores, o desconto será repassado. “Estamos também incertos sobre se o preço do combustível vai ou não baixar. Faremos a compra de um novo carregamento amanhã [hoje]. Só então saberemos se haverá ou não repasse”, explicou Vilson Kozan, gerente de um posto de combustíveis de Apucarana.

Proprietário de outro estabelecimento, Wellington Kreb também não sabe se haverá o repasse aos consumidores. Ele afirma que o preço da gasolina já vem registrando sucessivas baixas nas últimas semanas. “Houve uma alta muito grande nos últimos dois anos. As reduções de preço começaram nas últimas semanas. Torcemos para que este ritmo continue e que o combustível fique cada vez mais barato”.