A semana nos meios políticos de Brasília foi de sucessivas derrotas do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (foto), do PMDB-RJ, tanto no Congresso nacional como no Supremo Tribunal Federal (STF). Na terça-feira houve a operação de busca e apreensão da Polícia Federal na residência oficial do parlamentar, dentro da operação Lava Jato.
No mesmo dia o Conselho de Ética aprovou a continuidade do processo que investiga Cunha por suposta quebra de decoro parlamentar. Na quarta-feira, a Procuradoria Geral da República pediu o seu afastamento do mandato de deputado federal e do comando da Câmara. Na quinta, o STF derrubou o rito de impeachment da presidente Dilma Rousseff, aberto pelo parlamentar.
RENAN CALHEIROS TEM O SIGILO QUEBRADO
O ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a quebra do sigilo bancário e fiscal do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e de mais outros suspeitos de envolvimento em supostas fraudes na contratação do consórcio Estaleiro Rio Tietê pela Transpetro em 2010. Teori autorizou a devassa nas contas do presidente do Senado e do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado a partir de um pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, num dos inquéritos da Operação Lava-Jato.