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Temer presidente

Da Redação

| Edição de 21 de abril de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A presidente Dilma Rousseff (PT) viaja a Nova York, nos Estados Unidos, para participar, nesta sexta-feira, da cerimônia de assinatura do Acordo de Paris sobre Mudança do Clima, na sede da Organização das Nações Unidas (ONU). O embarque está previsto para hoje. A previsão é que ela retorne ao Brasil ainda na sexta-feira. Com a viagem, o vice-presidente Michel Temer (PMDB), seu desafeto, assume a Presidência da República. No discurso em Nova York, Dilma deve abordar a crise política e o processo de impeachment em curso no Senado Federal. Anteontem, em entrevista a correspondentes estrangeiros no Palácio do Planalto, Dilma voltou a criticar o vice-presidente Michel Temer e o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por conspirarem contra seu mandato. Ela também afirmou que o Brasil tem um “veio golpista adormecido” e que não houve um presidente após a redemocratização do País que não tenha tido um processo de impedimento no Congresso Nacional.

GLEISI NA COMISSÃO

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), instalará a comissão do impeachment na próxima segunda-feira. Serão 21 vagas. O PT já sinalizou que deve indicar Lindbergh Farias (PT-RJ), José Pimentel (PT-CE) e Gleisi Hoffmann (PT-PR). A comissão terá 10 dias para apresentar o relatório. Renan colocará a proposta em votação no dia 17 de maio.

LUTA CONTRA GOLPE

O PT do Paraná convocou uma reunião da executiva estadual para esta quinta-feira, feriado de Tiradentes. A partir das 9 horas, na sua sede em Curitiba, a direção partidária pretende definir um roteiro “de luta contra o golpe”. Anteontem, em São Paulo, a executiva nacional do partido se reuniu e aprovou uma resolução que prevê “todas as suas energias” para combater o que chama de “golpe” contra a presidente Dilma Rousseff.

PAGANDO PASSAGENS

Caso a Câmara dos Deputados se recuse a custear as passagens aéreas para viabilizar o depoimento do lobista Fernando Baiano no Conselho de Ética, o presidente do colegiado, José Carlos Araújo (PR-BA), disse que irá pagar do próprio bolso as passagens de ida e volta de Baiano e do advogado. Depoimento de Baiano no processo de cassação de Eduardo Cunha está marcado para dia 26 (terça).

AUSENTES

Quatro vereadores faltaram ontem à terceira e última sessão extraordinária da Câmara de Apucarana que, entre outros temas, votou os projetos de lei que tratam dos subsídios dos vereadores e dos salários no Poder Executivo. São eles José Eduardo Antoniassi (PSDB), Luciano Molina (PMDB), Vladimir José da Silva (PDT) e Alcides Ramos Júnior (DEM).

ASSUNTO CENSE

Os vereadores Antoniassi, Molina e Vladimir alegaram que tinham audiência na Secretaria de Estado da Justiça, em Curitiba, para tratar da instalação do Centro de Socioeducação em Apucarana. Eles foram recebidos, ontem à tarde, pelo diretor do Departamento de Atendimento Socioeducativo da Secretaria, Pedro Gian Berardini, de quem cobraram pressa na execução da obra.

AUSÊNCIA SENTIDA

O presidente da Câmara de Apucarana, vereador José Airton Deco de Araújo (PR), fez questão de destacar na sessão a ausência dos vereadores Antoniassi (1º secretário), Molina (vice-presidente), Vladimir e Alcides. Com suas ausências, Deco se viu obrigado a também dar seu voto para garantir de forma tranquila a aprovação do projeto dos subsídios, que ele considera importante.

POLÊMICA EM CAMBIRA I

Três vereadores de Cambira decidiram nesta semana renunciar seus cargos nas comissões: André Rivelini (PSC), Rosana Cazadei (PR) e Ruan da Pak (PSC). Emerson Toledo (PSDB) já havia renunciado em fevereiro. Toledo explicou que tomou tal decisão ainda no início do ano, para se dedicar à sua pré-candidatura a prefeito. Riva, Ruan e Rosana não explicaram motivos à mesa da Câmara.

POLÊMICA EM CAMBIRA II

A presidente da Câmara de Cambira, Márcia Aparecida Viscardi (PRB), informou que vai colocar os requerimentos dos vereadores em votação na sessão de segunda-feira. Caberá ao plenário acatar ou não. Márcia observa que, de acordo com o Regimento Interno, todos os partidos têm que estar representados nas comissões, sendo assim, esses vereadores terão que participar de alguma delas.

POLÊMICA EM CAMBIRA III

“Acho que os vereadores têm a responsabilidade de trabalhar pela comunidade e não devem deixar cargos na Câmara por causa de interesses particulares”, diz Márcia Viscardi. Ela observa que são muitos os projetos que encontram-se parados nas comissões, sem análise, o que tem prejudicado os trabalhos do Legislativo.