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"Terreno na lua"

Da Redação

| Edição de 20 de abril de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A presidente Dilma Rousseff (PT) disse ontem que os defensores de seu afastamento estão “vendendo terreno na lua” para chegar ao poder e voltou a criticar o vice-presidente Michel Temer (PMDB-SP) e o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Dilma afirmou também que existe uma “conspiração” contra seu mandato. “Acredito que os que estão golpeando atendem só a um lado do País e estão vendendo terreno na lua. Quando você está sendo vítima de um golpe, tem várias opções, mas eu acho que quem tem honra e dignidade, tem uma: é resistir. Nós iremos resistir ”, disse a presidente, durante entrevista a correspondentes estrangeiros no Palácio do Planalto. Ao se referir a Cunha, ela destacou que o retrospecto do presidente da Câmara não o abona para ser juiz de nenhum processo, abona para ser réu.

AMIGO DA FAMÍLIA

O prefeito de Apucarana, Beto Preto (PSD), lamentou ontem a morte do ex-deputado estadual Antônio dos Santos Maciel Filho. Segundo ele, Maciel era pessoa muito amiga de sua família, pois foram vizinhos por 30 anos. Conforme o prefeito, a prisão de seu pai durante a ditadura militar e, depois, o acompanhamento da trajetória de Maciel o influenciaram muito a participar da política.

DOBRADINHA

O prefeito Beto Preto recordou ainda que nas eleições gerais de 2002 fez dobradinha de campanha com Antonio dos Santos Maciel Filho. “Naquela época, nós dois estávamos filiados no Partido Popular Socialista (PPS) e fizemos uma dobradinha, eu concorrendo a deputado federal e Maciel a deputado estadual”, contou.

ESPERANDO PROJETO

Os vereadores Telma Reis (PMDB) e Luciano Molina (Rede) justificaram a esta coluna, ontem, por que não apresentaram na sessão de anteontem proposta indicando qual deveria ser o subsídio dos vereadores no próximo mandato. Ambos disseram que estão no aguardo da chegada ao Legislativo do projeto de lei de iniciativa popular que fixa o valor no patamar do piso do magistério municipal.

FRUTO DO DIÁLOGO

Para Telma Reis e Luciano Molina, o valor dos subsídios dos vereadores de Apucarana também deve ser resultado do diálogo com as entidades representantes da sociedade. Além disso, não concordam que o projeto de lei seja votado em sessão extraordinária, mas em sessão ordinária, porque há tempo para isso.

PRESTANDO CONTAS

O presidente da Câmara de Apucarana, vereador José Airton Deco de Araújo (PR), fez ontem, na sessão ordinária, uma prestação de contas da sua administração relativa aos meses de fevereiro e março. Segundo ele, desde início do ano até final de março o Legislativo já acumulou um saldo positivo em caixa de R$ 252,3 mil.

SEM AUMENTO

A Câmara de Arapongas ainda não definiu a data de votação do projeto de lei que vai estabelecer os subsídios dos vereadores para a próxima Legislatura. Segundo o presidente da Casa, Valdeir José Pereira (PHS), o Maringá, o que está decidido é que não haverá aumento algum. Hoje os subsídios são de R$ 9.265,70 para vereadores e presidente. Antes da correção anual eram R$ 8.431,03.

POLÊMICA EM ARAPONGAS I

A 1ª Promotoria de Justiça de Arapongas ajuizou ação civil pública requerendo a anulação de contrato da Câmara com uma empresa de informática. A ação requer ainda a suspensão imediata dos pagamentos à empresa e a indisponibilidade de bens dos seus sócios, no montante de R$ 1,86 milhão (valor do triênio do contrato), para ressarcimento.

POLÊMICA EM ARAPONGAS II

Segundo o Ministério Público, a contratação da empresa, feita na época da presidente da Câmara, Margareth Pimpão Giocondo (PSD), foi realizada após processo licitatório contendo diversos vícios. O contrato continuou neste mandato. O atual presidente Valdeir José Pereira, o Maringá, disse ontem que ainda não havia sido notificado e que sua assessoria jurídica ficará responsável pelo caso.

DESISTENTE

O radialista Júlio César Silva Lino (PDT) desistiu de concorrer à Prefeitura de Grandes Rios nas eleições deste ano. Ele deve apoiar a candidatura do atual presidente da Câmara, vereador Ailton Franco (PP), mais conhecido como Miltinho. No pleito de 2012, Júlio foi candidato a prefeito obtendo 1.222 votos.

FAMÍLIA DE POLÍTICOS

Júlio César Silva Lino, diretor da Rádio Club de Faxinal, é de família tradicional na política do Vale do Ivaí. Seu pai Edson Silva Lino foi prefeito de Grandes Rios e deputado estadual por dois mandatos. Sua mãe Suely Esther Silva Lino foi prefeita de Grandes Rios por dois mandatos. E seu irmão Adilson Silva Lino (PDT) é o atual prefeito de Faxinal já em segundo mandato.