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Tendências para 2026: as pessoas no centro da Inovação

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| Edição de 29 de dezembro de 2025 | Atualizado em 29 de dezembro de 2025

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O fim de ano costuma nos empurrar para listas, previsões e promessas grandiosas. Mas, ao olhar para 2026, uma tendência se destaca de forma silenciosa: a inovação está deixando de ser um espetáculo tecnológico para voltar ao seu lugar de origem, as pessoas.

      Durante anos, falamos de ferramentas, plataformas e soluções revolucionárias. Em 2026, o discurso ganha uma outra perspectiva. A pergunta central deixa de ser “qual tecnologia vamos adotar? e passa a ser como vamos aprender, decidir e agir com mais assertividade? A inovação deixa de morar no departamento apenas em departamentos especializados e passa a aparecer no comportamento diário, nas escolhas pequenas e nas rotinas invisíveis.

Para empresários, isso significa olhar menos para modismos e mais para como suas equipes resolvem problemas reais, todos os dias. Para gestores, o desafio será criar ambientes onde aprender rápido seja mais valorizado do que acertar sempre. Para startups, a vantagem não estará apenas na ideia inicial, mas na capacidade de escutar, ajustar e evoluir continuamente. Já para estudantes e curiosos, a mensagem que fica para 2026 é que o futuro não exige saber tudo, mas estar disposto a aprender o tempo todo.

       Outra mudança importante é cultural. Inovar não será mais um evento extraordinário, um projeto especial ou uma área isolada. Em 2026, as organizações mais relevantes serão aquelas que criam ambientes seguros para testar, errar rápido, aprender juntos e ajustar o rumo. Não se trata de romantizar o erro, mas de entender que aprender custa menos do que insistir no caminho errado.

    Há também um deslocamento claro do “especialista isolado” para a inteligência coletiva. Resolver problemas complexos exige colaboração, diversidade de olhares e boas conversas. A inovação passa a ser menos sobre genialidade individual e mais sobre decisões com dados claros, feitas no tempo certo, e ações consistentes no dia a dia.

     Esse movimento também redefine o papel da liderança. Em 2026, liderar a inovação será menos sobre dar respostas prontas e mais sobre criar contexto, fazer boas perguntas e remover barreiras para que as pessoas consigam avançar. Líderes inovadores serão reconhecidos não pelo controle excessivo, mas pela capacidade de estimular autonomia, confiança e responsabilidade compartilhada.

     Outro ponto-chave é a relação com o aprendizado. Aprender deixa de ser algo eventual, restrito a cursos ou treinamentos formais, e passa a acontecer no fluxo do trabalho, nas trocas cotidianas e na reflexão sobre o que funcionou ou não. Organizações e profissionais que tratam o aprendizado como rotina ganham fôlego para se adaptar com mais rapidez e menos desgaste.Encerrar um ano é também escolher onde colocar energia no próximo. Se a inovação terá pessoas no centro, o convite é simples: invista em gente, em aprendizado e em cultura. As ferramentas mudam rápido. As atitudes certas permanecem e constroem futuro. Talvez a melhor pergunta para fechar o ano não seja: o que vem por aí? Mas sim, quem você está se tornando para lidar com o que vem?