O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo (foto), avaliou ontem que a greve dos caminhoneiros programada para a próxima segunda-feira (9) tem sido motivada por grupos independentes com um "viés político muito forte". Preocupado com o impacto da paralisação no abastecimento de produtos no país e no agravamento do quadro de recessão econômica, o governo federal tem monitorado a movimentação dos grevistas e aberto canal de diálogo com líderes do movimento para tentar evitá-la.
"A maior parte dos sindicatos é contra a greve e nós vemos nisso um movimento que efetivamente tem viés político muito forte. Nós estamos acompanhando a movimentação dentro daquilo que costumamos fazer", disse o ministro.
TSE DEFENDE SISTEMA DE VOTAÇÃO
Um dia após o PSDB divulgar o resultado de uma auditoria sobre as eleições de 2014, ministros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) saíram em defesa ontem do sistema eletrônico de votação. Com um discurso unificado, os ministros disseram que os boatos de manipulação das urnas eletrônicas, lançados após o resultado que confirmou a reeleição da presidente Dilma Rousseff, não passaram de "lenda urbana" e sustentaram que nada é feito às escuras pela Justiça Eleitoral. O PSDB apontou que o sistema atual é impossível de ser auditado e sugeriu mudanças à Justiça Eleitoral, como a implantação do voto impresso.
CPI REJEITA CONVOCAÇÃO DE FILHO DE LULA
A CPI do Carf no Senado rejeitou por unanimidade, ontem, a convocação de um dos filhos do ex-presidente Lula, Luís Cláudio Lula da Silva, devido à investigação contra ele na Operação Zelotes, da Polícia Federal. Também foram rejeitadas as convocações dos ex-ministros Gilberto Carvalho e Erenice Guerra. Uma empresa de Luís Cláudio foi alvo de busca e apreensão pela PF e ele próprio foi ouvido em depoimento. A suspeita é de que pagamentos da empresa Marcondes e Mautoni a Luis Cláudio tenham sido por conta de lobby junto ao governo Lula.
GOVERNO SALVA PALOCCI NA CPI DO BNDES
A base aliada ao governo se articulou ontem para impedir a convocação do ex-ministro Antonio Palocci (foto) pela CPI dos BNDES. Ele comandou a Fazenda, no governo Lula, e a Casa Civil, durante o primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff. Palocci prestou consultorias para empresas que fizeram contratos de financiamento com o BNDES, como o Grupo Caoa. Relatório do Conselho de Atividades Financeiras (Coaf) apontou que o ministro movimentou em duas contas R$ 216,2 milhões, entre 2006 e março deste ano.
GOVERNO SALVA PALOCCI NA CPI DO BNDES
A base aliada ao governo se articulou ontem para impedir a convocação do ex-ministro Antonio Palocci (foto) pela CPI dos BNDES. Ele comandou a Fazenda, no governo Lula, e a Casa Civil, durante o primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff.
Palocci prestou consultorias para empresas que fizeram contratos de financiamento com o BNDES, como o Grupo Caoa. Relatório do Conselho de Atividades Financeiras (Coaf) apontou que o ministro movimentou em duas contas R$ 216,2 milhões, entre 2006 e março deste ano.
UM DOS DELATORES MENTIU, DIZ DELEGADO
O delegado Igor Romário de Paula, que coordena a força-tarefa da Operação Lava Jato na Policia Federal, disse que a acareação realizada ontem entre o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e o lobista Fernando Soares, o Fernando Baiano, vai ajudar a detectar qual dos dois está mentindo. Segundo o delegado, existem muitas contradições nos dois depoimentos. Uma das divergências é a suposta entrega de R$ 2 milhões para o ex-ministro Antônio Palocci em 2010, que teriam sido usados na campanha da presidente Dilma Rousseff. Enquanto Costa confirma a entrega do dinheiro, Soares nega que tenha acontecido.
OPERAÇÃO INVESTIGA PREFEITURAS
Um esquema de desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e sonegação de impostos é alvo da Operação Infecto, deflagrada ontem. A ação envolve Polícia Federal, Receita Federal, Controladoria Geral da União e Ministério Público Federal. Mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos nas cidades de Salvador, Juazeiro, Jacobina e Valença, todas na Bahia. Ações também estão sendo executadas em Petrolina (PE). As investigações apontam a existência de uma organização criminosa envolvendo as chamadas Oscips (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público).