Em março, a atividade econômica do Brasil apresentou uma retração, conforme apontam os dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira (18). Este período coincide com o início da guerra no Irã, o que trouxe impactos significativos para o cenário econômico.
O índice IBC-Br, que monitora mensalmente a economia, registrou uma queda de 0,7% em comparação com fevereiro.
Impacto nos Setores Econômicos
A retração foi observada em todos os setores analisados, incluindo arrecadação de impostos, agropecuária, indústria e serviços, sendo este último o mais afetado, com uma redução de 0,8%.
Expectativas e Incertezas
William Baghdassarian, professor do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec), destaca que a economia é fortemente influenciada por expectativas. O ambiente de incerteza gerado pela guerra leva as empresas a reduzirem seus investimentos, resultando em menor dinamismo econômico.
"O mundo inteiro acaba sendo afetado por isso. Essa forma de ser afetada tem efeitos em cadeia. Então, se você acredita que o combustível vai subir, você também acredita que a China vai ser afetada com isso. Se a China é afetada, a produção da China cai, ela importa menos. Logo se ela importa menos, o Brasil exporta menos. Então, você tem todo um efeito em cadeia, não por causa da guerra em si, mas pela expectativa. O medo de algo ruim acontecer é tão ruim quanto o algo ruim acontecer de fato".
Baghdassarian acredita que a guerra será resolvida, mas alerta que as eleições podem introduzir novas incertezas na economia.
Perspectivas Futuras
"Podemos ter, por exemplo, a resolução da guerra, mas com o aumento da incerteza política, o efeito prático será zero. Em política pública, para você conseguir isolar um efeito é muito difícil", afirma o professor.
Apesar dos resultados negativos de março, o IBC-BR apresentou um crescimento de 1,8% nos últimos 12 meses, segundo o Banco Central.
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Com informações da Agência Brasil