ECONOMIA

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Balança comercial tem segundo melhor resultado para janeiro

(via Agência Brasil)

| Edição de 05 de fevereiro de 2026 | Atualizado em 05 de fevereiro de 2026

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A balança comercial brasileira alcançou em janeiro o segundo maior superávit da história para o mês, impulsionada pela redução nas importações, conforme divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) nesta quinta-feira (5). No mês passado, as exportações superaram as importações em US$ 4,342 bilhões, um aumento expressivo de 85,8% em comparação ao superávit de US$ 2,337 bilhões registrado no mesmo período de 2025.

Esse resultado só fica atrás de janeiro de 2024, quando o superávit foi de US$ 6,196 bilhões.

Exportações e Importações

  • Exportações: US$ 25,153 bilhões, uma leve queda de 1% em relação a janeiro do ano anterior;
  • Importações: US$ 20,810 bilhões, uma redução de 9,8% na mesma comparação.

O valor das exportações em janeiro é o terceiro melhor desde o início da série histórica, em 1989, ficando atrás apenas dos resultados de 2024 e 2025. As importações, por sua vez, registraram o segundo melhor janeiro da série, superadas apenas pelo mesmo mês do ano passado.

Setores Econômicos

Desempenho das exportações por setor:

  • Agropecuária: crescimento de 2,1%, com queda de 3,4% no volume e aumento de 5,3% no preço médio;
  • Indústria extrativa: queda de 3,4%, com aumento de 6,2% no volume e redução de 9,1% no preço médio;
  • Indústria de transformação: leve queda de 0,5%, com redução de 0,6% no volume e de 0,1% no preço médio.

Produtos em Destaque

Principais produtos que influenciaram a queda das exportações:

  • Agropecuária: café não torrado (-23,7%), algodão bruto (-31,2%) e trigo e centeio não moídos (-33,6%);
  • Indústria extrativa: óleos brutos de petróleo (-7,8%) e minério de ferro (-8,6%);
  • Indústria de transformação: óxido de alumínio, exceto corindo artificial (-54,6%), açúcares e melaços (-27,2%) e tabaco (-50,4%).

No agronegócio, as exportações de soja tiveram um salto de 91,7% em relação a janeiro do ano passado, devido à antecipação de embarques, enquanto as vendas de milho não moído cresceram 18,8%.

As exportações de petróleo bruto caíram em US$ 364,6 milhões comparadas a janeiro de 2025, refletindo a tradicional variação mensal devido à manutenção programada de plataformas.

Importações

A redução nas importações está ligada ao petróleo e à desaceleração econômica, resultando em menor investimento.

Principais produtos importados por categoria:

  • Agropecuária: cacau bruto ou torrado (-86,3%) e trigo e centeio não moídos (-35,5%);
  • Indústria extrativa: óleos brutos de petróleo (-49,8%) e gás natural (-15,8%);
  • Indústria de transformação: motores e máquinas não elétricos (-66,8%), óleos combustíveis de petróleo (-17,5%) e partes e acessórios de veículos (-20,4%).

Projeções para o Ano

O Mdic projeta um superávit comercial entre US$ 70 bilhões e US$ 90 bilhões para este ano. As exportações devem variar entre US$ 340 bilhões e US$ 380 bilhões, enquanto as importações devem ficar entre US$ 270 bilhões e US$ 290 bilhões.

Essas projeções são atualizadas trimestralmente. Novas estimativas detalhadas sobre exportações, importações e saldo comercial de 2026 serão divulgadas em abril.

No ano anterior, o superávit da balança comercial foi de US$ 68,3 bilhões, com o recorde registrado em 2023, quando o saldo positivo alcançou US$ 98,9 bilhões.

As previsões do Mdic são mais otimistas do que as das instituições financeiras. De acordo com o Boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central com analistas de mercado, o superávit da balança comercial em 2026 deve ser de US$ 67,65 bilhões.



Com informações da Agência Brasil