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Beneficiários do Pé-de-Meia podem fazer aplicação no Tesouro Direto

(via Agência Brasil)

| Edição de 30 de janeiro de 2026 | Atualizado em 30 de janeiro de 2026

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Os estudantes que participam do programa Pé-de-Meia agora têm a liberdade de escolher como investir o benefício recebido: podem optar por mantê-lo na poupança ou aplicá-lo no Tesouro Selic. Esta iniciativa resulta de uma parceria entre a Secretaria do Tesouro Nacional (STN), a Caixa Econômica Federal, o Ministério da Educação e a B3, a bolsa de valores do Brasil, oficializada na tarde desta sexta-feira (30).

Desde novembro, essa parceria já está ativa através do aplicativo Caixa Tem, e cerca de 50 mil estudantes brasileiros beneficiários do programa Pé-de-Meia já estão investindo no Tesouro Direto.

O Pé-de-Meia beneficia aproximadamente 4 milhões de estudantes com um incentivo financeiro-educacional do governo federal.

Anteriormente, o dinheiro do programa só podia ser aplicado na poupança. Com a nova parceria, os estudantes também podem investir no Tesouro Selic, que segue a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, definida pelo Banco Central do Brasil.

“Esta é mais uma iniciativa de educação financeira aliada à inclusão”, afirmou o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron.

“Dar a opção [de como investir] faz com que o estudante tenha que pensar sobre isso, buscar informação sobre isso. E isso gera um aprendizado. Então, ele vai poder fazer uma escolha consciente de manter o recurso onde está ou poder transferir para o Tesouro Direto. Essa liberdade de escolha é algo muito positivo e acreditamos que isso transforma a capacidade desses jovens de se prepararem para fazerem escolhas conscientes em suas vidas”.

Assim como na poupança, os rendimentos do Tesouro Selic vão variar conforme as condições do mercado, mas sem risco de perda do investimento. Segundo o secretário, o Tesouro Selic foi atrelado à Selic para “ser uma porta de entrada segura e não gerar algum tipo de perda” para os estudantes.

A escolha do tipo de investimento e o acompanhamento da rentabilidade poderão ser feitos pelo aplicativo Caixa Tem, da Caixa Econômica Federal.

“Os estudantes hoje recebem o benefício do programa Pé-de-Meia por meio do aplicativo Caixa Tem. Neste aplicativo, tem a opção onde ele pode escolher se deseja manter os recursos do incentivo de conclusão aplicados em poupança ou no Tesouro Direto”, explicou Tiago Cordeiro, diretor de produtos de governo da Caixa.

“Na jornada estão explicados para os estudantes as diferenças entre os dois tipos de investimentos para que ele tome a decisão que achar mais conveniente”, acrescentou ele, em entrevista à Agência Brasil.

Pé-de-Meia

Criado em 2024 pelo Ministério da Educação, o Pé-de-Meia é voltado a estudantes do ensino médio da rede pública de baixa renda, que recebem um incentivo financeiro para concluírem os estudos.

O programa funciona como uma poupança para os estudantes de baixa renda do ensino médio, com o objetivo de promover a permanência e a conclusão escolar nessa etapa de ensino. Ao comprovar matrícula e frequência, o estudante do ensino regular começa a receber o pagamento de incentivos mensais no valor de R$ 200, que podem ser sacados em qualquer momento.

O beneficiário do Pé-de-Meia ainda recebe R$ 1 mil ao final de cada ano concluído, que só podem ser retirados da poupança após a formatura no ensino médio.

Considerando as parcelas de incentivo, os depósitos anuais e o adicional de R$ 200 pela participação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), os valores chegam a R$ 9,2 mil por aluno, informou o ministério.



Com informações da Agência Brasil