ECONOMIA

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BNDES tem lucro de R$ 13,3 bilhões no primeiro semestre de 2025

(via Agência Brasil)

| Edição de 21 de agosto de 2025 | Atualizado em 21 de agosto de 2025

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou um lucro de R$ 13,3 bilhões no primeiro semestre deste ano, um valor que se equipara ao mesmo período de 2024. O volume de crédito injetado na economia cresceu 56% em comparação ao ano anterior, totalizando R$ 129,6 bilhões nos primeiros seis meses de 2025.

Os dados, divulgados nesta quinta-feira (21), revelam ainda um aumento de R$ 204,2 bilhões nos ativos totais do banco desde o início de 2023, alcançando R$ 888 bilhões, o que representa um crescimento de 30% em relação a 2022. No final de 2024, os ativos somavam R$ 840,9 bilhões.

Em relação à inadimplência, a taxa registrada no segundo trimestre foi de 0,03%, significativamente inferior à média do Sistema Financeiro Nacional, que é de 3,55%. Apesar disso, a taxa é superior à do primeiro trimestre deste ano, que foi de 0,001%.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou que o banco apresenta o segundo melhor resultado do sistema financeiro.

“Quero registrar isso para que se preserve as instituições de excelência do Estado brasileiro. Elas trazem retorno para o crescimento, emprego, inovação, descarbonização, reindustrialização do país e para o enfrentamento da crise climática. É um papel imprescindível e mesmo uma alavancagem do setor privado, mercado de capitais”, afirmou Mercadante.

O BNDES é um banco público federal, voltado para o financiamento de longo prazo e investimento em todos os segmentos da economia brasileira.

Crédito por setor

Os setores que mais se destacaram em aprovações de crédito foram a indústria, com R$ 18,1 bilhões, um aumento de 24% sobre 2024 e de 220% sobre 2022, e a agropecuária, com R$ 17 bilhões, um avanço de 20% em relação a 2024 e de 262% sobre 2022.

O setor de comércio e serviços obteve R$ 13,5 bilhões em créditos aprovados, representando um aumento de 18% sobre 2024 e de 124% sobre 2022. Já o setor de infraestrutura recebeu R$ 24,2 bilhões, uma queda de 8% em relação a 2024, mas um aumento de 53% sobre 2022.

O apoio a micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) também cresceu no primeiro semestre deste ano em comparação ao ano passado. As garantias prestadas por fundos garantidores em operações realizadas por agentes financeiros alcançaram R$ 56,8 bilhões, enquanto as aprovações de crédito somaram R$ 32 bilhões, totalizando R$ 88,8 bilhões de apoio a essas empresas, um aumento de 92% em comparação ao primeiro semestre de 2024.

Mercadante ressaltou que, apesar do cenário nacional adverso ao crédito, com altas taxas, o banco apresentou um bom desempenho.

“Evidente que a política monetária é uma política contracionista, para desacelerar a oferta de crédito. O nosso papel como banco público é procurar apresentar melhores resultados”, afirmou. “Estamos mostrando um crescimento muito expressivo no volume de crédito. Muito expressivo, em uma conjuntura diversa.”

O patrimônio líquido do banco encerrou o primeiro semestre de 2025 com um saldo de R$ 165,3 bilhões, um aumento de R$ 6,9 bilhões em relação a dezembro de 2024.

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Com informações da Agência Brasil