ECONOMIA

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Bolsa cai 2,42% com indefinição sobre juros no Brasil e no exterior

(via Agência Brasil)

| Edição de 16 de dezembro de 2025 | Atualizado em 16 de dezembro de 2025

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Em um dia marcado pela instabilidade no mercado financeiro, a bolsa de valores registrou uma queda acentuada, enquanto o dólar apresentou alta, refletindo a incerteza em torno das taxas de juros tanto no Brasil quanto no exterior. As remessas de lucros de filiais de empresas estrangeiras também contribuíram para pressionar o câmbio.

O índice Ibovespa, da B3, encerrou a terça-feira (16) com 158.557 pontos, uma queda de 2,42%. Após ter ultrapassado a marca dos 162 mil pontos no dia anterior, o indicador recuou significativamente, atingindo o menor nível desde o dia 9.

O mercado de câmbio também enfrentou uma sessão turbulenta. O dólar comercial fechou o dia cotado a R$ 5,462, com uma alta de R$ 0,039 (+0,73%). A moeda iniciou o dia em queda, mas reverteu o movimento ainda pela manhã. No pico do dia, por volta das 12h30, chegou a R$ 5,47.

Este é o maior valor da moeda norte-americana desde o dia 10. Em dezembro, a divisa acumula alta de 2,38%, mas registra uma queda de 11,62% em 2025.

Fatores Internos e Externos

Vários fatores, tanto internos quanto externos, influenciaram o mercado financeiro. No Brasil, a divulgação de pesquisas eleitorais e a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) trouxeram incertezas para as negociações.

A ata não forneceu indicações sobre quando o Banco Central poderá começar a reduzir a Taxa Selic, os juros básicos da economia. Essa incerteza afastou investidores da bolsa, já que a manutenção de juros elevados na próxima reunião do Copom, em janeiro, pode incentivar a migração de investimentos do mercado de ações para a renda fixa.

Impacto Internacional

Nos Estados Unidos, a notícia de que a economia criou 64 mil empregos fora do setor agrícola no mês passado foi recebida de forma negativa. O número superou as expectativas, reduzindo as chances de o Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) cortar os juros em janeiro. Taxas de juros elevadas em economias desenvolvidas tendem a provocar a fuga de capitais de países emergentes, como o Brasil.

Informações complementares da Reuters



Com informações da Agência Brasil