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Bolsa Família retirou 5,1 milhões de famílias da pobreza, diz ministro

(via Agência Brasil)

| Edição de 27 de maio de 2026 | Atualizado em 27 de maio de 2026

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O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, destacou que 5,1 milhões de beneficiários deixaram o programa Bolsa Família desde 2023, após conseguirem aumentar sua renda.

Durante o programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Dias refutou a ideia de que os beneficiários desejam permanecer indefinidamente no programa. "Só de 2023 para cá, 5,1 milhões de famílias saíram da pobreza. Saíram do Bolsa Família porque passaram a trabalhar", afirmou o ministro.

Essa informação contraria críticas recentes do apresentador de TV Luciano Huck, que sugeriu que alguns beneficiários buscam permanecer no programa "eternamente". Para Wellington Dias, essa percepção está enraizada em preconceitos históricos contra as camadas mais pobres da população brasileira.

"É preciso aproveitar fatos como esse para que a gente enterre de vez o preconceito que se tem com relação aos mais pobres", afirmou.

O ministro ainda comentou sobre a retratação pública de Huck, ressaltando que a fala do apresentador foi inadequada. "Foi feio, tanto que [Luciano Huck] veio a público se desculpar. Infelizmente isso ainda está muito entranhado. Sou de uma geração em que as pessoas trabalhavam em troca de um prato de comida", acrescentou.

Estudos

Para sustentar a eficácia do Bolsa Família, Dias citou diversos estudos. Um levantamento da Fundação Getulio Vargas (FGV) em parceria com o Banco Mundial aponta que, entre a primeira geração de beneficiários — cerca de 20 milhões de brasileiros — aproximadamente 70% deixaram a pobreza, principalmente por meio da educação.

Além disso, dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) indicam uma melhora no perfil socioeconômico do país. Segundo o ministro, o Brasil alcançou um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,805, integrando o grupo de países com desenvolvimento "muito alto".

"O próprio estudo aponta que um dos principais alicerces foi o Bolsa Família", destacou o ministro.

Outro ponto ressaltado foi o empreendedorismo. Dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) mostram que 5,9 milhões de inscritos no Cadastro Único atuam como pequenos empreendedores, em atividades como salões de beleza e mercadinhos.

De acordo com o ministro, parte desses beneficiários passou à condição de empregadora: "Cerca de 1,3 milhão de pessoas empregadas hoje trabalham para alguém que, até outro dia, era do Bolsa Família".

Classe média

O ministro também afirmou que mais de 6 milhões de brasileiros ascenderam às classes A, B e C desde a criação do Bolsa Família, reforçando o papel do programa na ampliação da classe média.

"O que o presidente Lula quer é um país com uma grande classe média", disse ao lembrar que o modelo brasileiro de transferência de renda já é adotado ou estudado por cerca de 140 países, inclusive nações desenvolvidas.

Segundo o ministro, o valor médio pago às famílias é de cerca de R$ 700 mensais. Com esse recurso, é possível comprar alimentos e acessar tarifa social de energia, o vale-gás e programas como Farmácia Popular, entre outros.

Contrapartidas

Para ter acesso ao Bolsa Família, é preciso cumprir contrapartidas nas áreas de saúde e educação.

Segundo o ministro Wellington Dias, o acompanhamento começa ainda na gestação, com foco na saúde da mãe e do bebê, e segue ao longo da infância, incluindo o monitoramento do desenvolvimento das crianças.

Na área educacional, é exigida a matrícula e a frequência escolar, além do acompanhamento contínuo dos estudantes.

Esse conjunto de exigências, segundo ele, integra um dos pilares do programa, ao garantir que, além da renda, haja investimento em educação e saúde, criando condições para que as famílias possam superar a pobreza ao longo do tempo.

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Com informações da Agência Brasil