O mercado financeiro brasileiro iniciou o mês de junho com movimentos divergentes. Enquanto a bolsa de valores registrou uma queda de quase 1%, encerrando o dia no nível mais baixo desde janeiro, o dólar apresentou recuo, mesmo com a instabilidade observada no cenário internacional. As tensões crescentes no Oriente Médio impulsionaram o preço do petróleo, que subiu mais de 4% após o Irã interromper negociações com os Estados Unidos.
O Ibovespa, principal índice da B3, fechou a segunda-feira (1º) aos 172.197 pontos, uma queda de 0,91%, marcando o quinto pregão consecutivo de perdas. Durante o dia, o índice chegou a cair mais de 1%, encerrando no menor nível desde 21 de janeiro.
O movimento refletiu principalmente a cautela dos investidores diante do agravamento da crise geopolítica envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos. Esse cenário aumentou a busca por ativos considerados mais seguros e reduziu o apetite por mercados emergentes.
Ações de mineradoras e bancos foram as principais responsáveis pela queda da bolsa. Em contrapartida, os papéis da Petrobras, que têm maior peso no Ibovespa, avançaram, beneficiados pela forte valorização do petróleo.
Dólar recua
Apesar do aumento da aversão ao risco nos mercados globais, o dólar encerrou o dia em queda em relação ao real.
A moeda norte-americana fechou cotada a R$ 5,023, um recuo de 0,39%, após ter avançado 1,82% em maio. No acumulado de 2026, o dólar registra uma desvalorização de 8,5% frente à moeda brasileira.
O principal fator que favoreceu o real foi a disparada do petróleo. Como o Brasil é exportador da commodity, a valorização tende a aumentar a entrada de dólares no país e fortalecer a moeda brasileira.
O movimento ocorreu mesmo com a alta do índice DXY, que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta de moedas fortes.
Petróleo dispara
Os preços internacionais do petróleo tiveram forte alta após a agência iraniana Tasnim informar que Teerã interrompeu as negociações indiretas com os Estados Unidos e passou a discutir medidas para bloquear o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de petróleo.
O barril do petróleo Brent, referência internacional, fechou a US$ 94,98, alta de 4,2%. O petróleo WTI, negociado nos Estados Unidos, avançou 5,5%, encerrando a sessão a US$ 92,16 por barril.
Ao longo do dia, os contratos chegaram a subir mais de 6%, mas perderam parte dos ganhos após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando que havia mantido contatos para evitar uma escalada maior do conflito na região.
*Com informações da Reuters
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Com informações da Agência Brasil