ECONOMIA

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Bolsa supera os 162 mil pontos com dados de desaceleração da economia

(via Agência Brasil)

| Edição de 15 de dezembro de 2025 | Atualizado em 15 de dezembro de 2025

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Na última semana de operações de 2025, o mercado financeiro apresentou um cenário misto. A bolsa de valores registrou uma alta significativa, impulsionada por dados que indicam uma desaceleração econômica. Em contrapartida, o dólar subiu, pressionado pelas remessas de empresas para o exterior, algo comum no final do ano.

O índice Ibovespa, da B3, fechou a segunda-feira (19) em 162.482 pontos, com uma alta de 1,07%. Durante toda a sessão, o índice se manteve em alta, recuperando metade das perdas acumuladas desde o início do mês.

A bolsa brasileira atingiu um recorde no dia 4 de dezembro, alcançando 164.485 pontos, mas sofreu uma queda de 4,31% no dia seguinte, após o anúncio da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República em 2026.

Mercado de Câmbio

O mercado de câmbio apresentou um tom mais pessimista. O dólar comercial encerrou a segunda-feira cotado a R$ 5,423, com uma alta de R$ 0,012 (+0,23%). Durante a manhã, a cotação chegou a cair para R$ 5,38, mas reverteu o movimento e fechou próximo da máxima do dia.

Em dezembro, a moeda norte-americana acumula uma alta de 1,63%. No entanto, ao longo de 2025, registra uma queda de 12,25%.

Fatores de Influência

Na bolsa, o principal fator de impulso foi a divulgação pelo Banco Central de que a economia brasileira contraiu 0,2% em outubro, conforme o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br).

A desaceleração econômica pode favorecer a bolsa, pois aumenta a expectativa de que o Comitê de Política Monetária (Copom) reduza os juros na reunião de janeiro, em vez de março. Juros mais baixos tendem a incentivar a migração de investimentos de renda fixa para o mercado de ações.

Quanto ao dólar, a alta foi influenciada por fatores internos e externos. No Brasil, as remessas de lucros de filiais de empresas estrangeiras para o exterior pressionam a cotação. Além disso, a queda do petróleo no mercado internacional afetou negativamente as moedas de países emergentes.

*Com informações da Reuters



Com informações da Agência Brasil