ECONOMIA

min de leitura

Bolsa volta a bater recorde com redução de tensões externas

(via Agência Brasil)

| Edição de 15 de janeiro de 2026 | Atualizado em 15 de janeiro de 2026

Fique por dentro do que acontece em Apucarana, Arapongas e região, assine a Tribuna do Norte.

Em um dia de alívio para o mercado financeiro, a bolsa de valores voltou a registrar recorde, aproximando-se dos 166 mil pontos. O dólar, por sua vez, experimentou a primeira queda após três altas consecutivas, voltando a ser cotado abaixo de R$ 5,40.

O índice Ibovespa, da B3, fechou esta quinta-feira (15) aos 165.568 pontos, com uma alta de 0,26%. Durante o dia, o indicador chegou a subir 0,56% às 15h10, mas perdeu força no final da sessão, com investidores vendendo ações para garantir os lucros.

Essa foi a segunda sessão consecutiva em que a bolsa brasileira atingiu um novo recorde. O avanço do Ibovespa não foi maior devido à queda das ações da Petrobras, que são as mais negociadas. A estatal viu suas ações ordinárias caírem 1,02% e as preferenciais 0,63%, impactadas pela queda de 4% no preço do petróleo no mercado internacional.

No mercado cambial, o dia foi de correção. Após superar os R$ 5,40, o dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,368, com uma queda de R$ 0,034 (-0,62%). A moeda chegou a operar acima de R$ 5,40 no final da manhã, mas recuou à tarde, impulsionada pelo aumento da entrada de recursos no Brasil.

A liquidação extrajudicial da Reag Investimentos, ocorrida no início da manhã, teve pouco impacto nas negociações. O principal fator para a queda do dólar foi o alívio no cenário externo, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que não pretende demitir o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, e declarar que "o massacre no Irã cessou", reduzindo as chances de uma intervenção militar americana.

A notícia sobre o Irã fez o preço do petróleo cair, mas a bolsa brasileira foi favorecida pela expectativa de redução dos juros pelo Banco Central. A divulgação de que o comércio brasileiro cresceu 1% em novembro, com desaceleração na atividade, aumentou as chances de redução da Taxa Selic. Juros mais baixos tendem a favorecer a migração de investimentos de renda fixa para o mercado de ações.

*Com informações da Reuters



Com informações da Agência Brasil