ECONOMIA

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Brasileiros sacaram em janeiro R$ 403,29 milhões esquecidos em bancos

(via Agência Brasil)

| Edição de 10 de março de 2026 | Atualizado em 10 de março de 2026

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Os brasileiros retiraram, em janeiro deste ano, R$ 403,29 milhões em valores esquecidos no sistema financeiro, conforme dados divulgados nesta terça-feira (10) pelo Banco Central (BC). Até o momento, o Sistema de Valores a Receber (SVR) já devolveu R$ 13,76 bilhões a clientes bancários, mas ainda restam R$ 10,5 bilhões disponíveis.

O SRV é um serviço do BC que permite ao cidadão verificar se ele, sua empresa ou uma pessoa falecida possui dinheiro esquecido em bancos, consórcios ou outras instituições, como financeiras e corretoras.

Para realizar a consulta, não é necessário fazer login; basta informar o Cadastro de Pessoa Física (CPF) e a data de nascimento ou o Cadastro de Pessoa Jurídica (CNPJ) e a data de abertura da empresa, mesmo que a empresa já tenha sido encerrada.

Se houver algum valor a receber, é preciso acessar o sistema para verificar a quantia disponível, a origem do valor, a instituição responsável pela devolução, além de informações de contato e outras adicionais. Para isso, é necessário fazer login com a conta Gov.br, nos níveis prata ou ouro, e realizar a verificação em duas etapas.

Resgate

O resgate do dinheiro pode ser feito de três formas: a primeira é entrar em contato diretamente com a instituição responsável pelo valor e solicitar o recebimento; a segunda é realizar a solicitação pelo próprio Sistema de Valores a Receber; e a terceira é a função de solicitação automática de resgate de valores.

Com essa ferramenta, o cidadão não precisará consultar o sistema periodicamente nem registrar manualmente a solicitação de cada valor existente em seu nome.

Se algum recurso for disponibilizado por instituições financeiras, o crédito será feito diretamente na conta do cidadão. A solicitação automática de resgate é exclusiva para pessoas físicas e está disponível apenas para quem possui chave Pix do tipo CPF. A adesão ao serviço é opcional.

Os valores esquecidos têm origem em:

  • contas-correntes ou poupanças encerradas;
  • cotas de capital e rateio de sobras líquidas de ex-participantes de cooperativas de crédito;
  • recursos não procurados de grupos de consórcio encerrados;
  • tarifas cobradas indevidamente;
  • parcelas ou despesas de operações de crédito cobradas indevidamente;
  • contas de pagamento pré ou pós-paga encerradas;
  • contas de registro mantidas por corretoras e distribuidoras encerradas; e
  • outros recursos disponíveis nas instituições para devolução.

Beneficiários

As estatísticas do SVR são divulgadas pelo BC com dois meses de defasagem, incluindo a atualização de novas fontes de valores esquecidos no sistema financeiro.

Até o final de janeiro, 37.719.258 correntistas haviam resgatado valores, sendo 33.740.425 pessoas físicas e 3.978.833 pessoas jurídicas. Ainda não retiraram seus recursos 54.612.272 beneficiários, dos quais 49.520.452 são pessoas físicas e 5.091.820 são pessoas jurídicas.

A maioria das pessoas e empresas têm direito a pequenas quantias. Os valores a receber de até R$ 10 concentram 64,57% dos beneficiários. Os valores entre R$ 10,01 e R$ 100 correspondem a 23,49% dos correntistas. As quantias entre R$ 100,01 e R$ 1 mil representam 10,04% dos clientes. Apenas 1,9% tem direito a receber mais de R$ 1 mil.

Golpes

O Banco Central alerta os correntistas para que tenham cuidado com golpes de estelionatários que alegam intermediar supostos resgates de valores esquecidos.

O BC enfatiza que todos os serviços do Sistema de Valores a Receber são totalmente gratuitos, e que não envia links, nem entra em contato para tratar sobre valores a receber ou para confirmar dados pessoais.

A autarquia também solicita que ninguém forneça senhas e esclarece que ninguém está autorizado a fazer esse tipo de pedido.

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Com informações da Agência Brasil