ECONOMIA

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Com novo título, vendas do Tesouro Direto superam R$ 10 bi em maio

(via Agência Brasil)

| Edição de 25 de junho de 2026 | Atualizado em 25 de junho de 2026

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As vendas de títulos públicos para pessoas físicas pela internet atingiram um novo recorde em maio, impulsionadas pelo lançamento do Tesouro Reserva. Segundo o Tesouro Nacional, o Tesouro Direto comercializou R$ 10,22 bilhões em títulos no mês passado.

Esse valor representa um aumento de 19,46% em relação a abril, quando as vendas totalizaram R$ 8,55 bilhões, e um crescimento de 48,98% comparado a maio do ano anterior.

O recorde histórico mensal do Tesouro Direto foi registrado em março, com vendas de R$ 14,79 bilhões em títulos federais pela internet.

Preferências dos Investidores

Em maio, os títulos mais procurados foram aqueles atrelados aos juros básicos, que representaram 54,5% das vendas. As Letras Financeiras do Tesouro (LFT) somaram R$ 4,05 bilhões, correspondendo a 39,6% do total.

O novo título Tesouro Reserva, indexado aos juros básicos e similar às "caixinhas" de bancos digitais, alcançou R$ 1,52 bilhão em vendas, representando 14,9% do total.

Os títulos corrigidos pela inflação (IPCA) corresponderam a 22,5% das vendas, enquanto os prefixados, com juros definidos no momento da emissão, totalizaram 16,1%.

O Tesouro Renda+, destinado ao financiamento de aposentadorias e lançado no início de 2023, respondeu por 5,3% das vendas. Já o Tesouro Educa+, criado em agosto de 2023 para financiar poupança para o ensino superior, atraiu 1,6% das vendas.

Impacto da Taxa Selic

O interesse por títulos vinculados aos juros básicos se deve ao alto nível da Taxa Selic, atualmente em 14,25% ao ano. Com juros elevados, esses papéis permanecem atrativos. Os títulos atrelados à inflação também têm atraído investidores devido à expectativa de aumento da inflação oficial nos próximos meses.

O estoque total do Tesouro Direto alcançou R$ 251,01 bilhões no final de maio, um aumento de 3,61% em relação ao mês anterior e de 42,53% em comparação a maio do ano passado. Esse crescimento se deve à correção pelos juros e ao fato de as vendas terem superado os resgates em R$ 6,06 bilhões no último mês.

Perfil dos Investidores

Em maio, 267.136 novos investidores aderiram ao programa, elevando o total para 35.591.801. Nos últimos 12 meses, o número de investidores cresceu 9,53%. O número de investidores ativos, com operações em aberto, chegou a 3.592.215, um aumento de 19,19% em 12 meses.

A popularidade do Tesouro Direto entre pequenos investidores é evidenciada pelo número significativo de vendas de até R$ 5 mil, que representaram 78,1% das 1.192.100 operações de vendas em maio. Aplicações de até R$ 1 mil corresponderam a 54,7%. O valor médio por operação foi de R$ 8.570,70.

Os investidores têm preferido títulos de curto prazo, com vendas de títulos de até cinco anos representando 46,6% do total. Operações com prazo entre cinco e dez anos corresponderam a 34,4%, enquanto papéis com mais de dez anos de prazo representaram 19% das vendas.

Captação de Recursos

O Tesouro Direto, criado em janeiro de 2002, visa popularizar a aquisição de títulos públicos, permitindo que pessoas físicas os adquiram diretamente do Tesouro Nacional pela internet, sem intermediação de agentes financeiros. O investidor só precisa pagar uma taxa para a B3, a bolsa de valores brasileira, descontada nas movimentações dos títulos. Mais informações estão disponíveis no site do Tesouro Direto.

A venda de títulos é uma das formas que o governo utiliza para captar recursos, pagar dívidas e honrar compromissos. Em troca, o Tesouro Nacional se compromete a devolver o valor com um adicional que pode variar de acordo com a Selic, índices de inflação, câmbio ou uma taxa definida antecipadamente no caso dos papéis prefixados.

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Com informações da Agência Brasil