ECONOMIA

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Com tarifaço dos EUA, Fiesp mantém projeção de alta do PIB em 2,4%

(via Agência Brasil)

| Edição de 15 de agosto de 2025 | Atualizado em 15 de agosto de 2025

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A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) divulgou seu mais recente boletim sobre estatísticas e expectativas econômicas, mantendo a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2,4% para 2025. Inicialmente, a entidade cogitou elevar essa projeção para 2,6%, mas decidiu manter o índice anterior.

Essa decisão está relacionada a um agravamento das condições internacionais, especialmente após o início do aumento tarifário imposto pelo governo dos Estados Unidos.

Recentemente, o mercado financeiro também revisou suas expectativas para o crescimento econômico, projetando um PIB de 2,21% para o final de 2025.

"Estávamos considerando uma perspectiva de alta que, por ora, se dissipou, levando em conta as tarifas. No entanto, calculamos que o impacto potencial no PIB para 2025 seria de 0,2%, o que representava o possível viés de alta. Até o momento, não fizemos revisões para baixo", explicou Igor Rocha, economista-chefe da Fiesp e um dos responsáveis pelo Fiesp Data Tracker.

Embora a perspectiva geral ainda seja positiva, a Fiesp prevê quedas em setores específicos, como um recuo de 0,6% na agropecuária e de 0,7% na indústria de transformação. Espera-se também uma diminuição moderada no consumo governamental, de 0,4%, e nos investimentos, com uma retração de 0,7% nos recursos mobilizados.

"Para o segundo semestre, já antecipávamos essa desaceleração. Com a redução da atividade, os investimentos e o consumo do governo também estão desacelerando. Esse é um movimento natural de acomodação", ponderou o analista.

No caso da indústria de transformação, a variação está ligada principalmente ao desaquecimento econômico previsto para o segundo semestre. "Um dos fatores que tornam o ambiente econômico mais desafiador para o setor são as restrições financeiras internas e externas", completou Rocha, referindo-se ao cenário de crédito e aos juros nos mercados interno e externo.

Essas restrições financeiras internacionais são decisivas para a queda nos investimentos e se somam à incerteza natural em anos eleitorais, com a aproximação das eleições presidenciais e estaduais em 2026, além do aumento das tarifas dos Estados Unidos para o Brasil e outros parceiros comerciais. As importações também devem cair, refletindo a desaceleração da atividade, com uma redução de 1,5%.

Consumo das famílias e serviços

Entre os indicadores que permanecem aquecidos, há uma tendência de crescimento moderado de 0,4% para o setor industrial como um todo e um avanço de 0,3% para o setor de serviços.

O consumo das famílias também tende a aumentar, com uma expansão de 0,6% na demanda. Mesmo diante da incerteza internacional, a Fiesp mantém a expectativa de crescimento das exportações, com um leve avanço de 0,2%.

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Com informações da Agência Brasil