ECONOMIA

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Dólar cai a R$ 5,20 com melhora do cenário externo

(via Agência Brasil)

| Edição de 17 de março de 2026 | Atualizado em 17 de março de 2026

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O mercado financeiro apresentou sinais de recuperação, mesmo em meio às tensões no Oriente Médio. O dólar comercial caiu pelo segundo dia consecutivo, fechando próximo de R$ 5,20, enquanto a bolsa de valores registrou uma leve alta, aproximando-se dos 180 mil pontos.

Na terça-feira (17), o dólar comercial foi vendido a R$ 5,20, representando uma queda de R$ 0,029, ou -0,57%. Durante o dia, a cotação chegou a R$ 5,178, mas desacelerou no final da tarde.

A moeda norte-americana acumulou uma queda de 2,19% em dois dias, embora tenha registrado um aumento de 1,29% em março. O real destacou-se entre as moedas emergentes, ao lado do florim húngaro e do shekel israelense, refletindo um aumento no apetite por risco no exterior, apesar das incertezas no Oriente Médio e da alta do petróleo.

Desempenho do Ibovespa

No mercado de ações, o índice Ibovespa, da B3, avançou 0,30%, encerrando aos 180.409 pontos. Contudo, os ganhos foram reduzidos no final da sessão devido à deterioração do cenário doméstico, com a ameaça de uma greve de caminhoneiros no fim de semana, motivada pelo aumento do diesel.

Os índices de Nova York também apresentaram um desempenho positivo, embora moderado. Entre os destaques, as ações de petroleiras subiram, impulsionadas pela alta de 3,2% no preço do petróleo Brent, que fechou o dia a US$ 103,42 por barril. Em contrapartida, os papéis de bancos registraram queda.

Entrada de Capital Estrangeiro

Durante o dia, houve entrada de capital estrangeiro na bolsa brasileira, impulsionada pela valorização das ações da Petrobras e por leilões de recompra de títulos promovidos pelo Tesouro Nacional, que voltou a intervir no mercado de títulos públicos.

Os juros também tiveram influência no mercado. Nesta quarta-feira (18), os Bancos Centrais do Brasil e dos Estados Unidos decidirão sobre as taxas de juros básicas da economia. A expectativa é de que o Federal Reserve mantenha as taxas, enquanto o Comitê de Política Monetária (Copom) deve cortar a Selic em 0,25 ponto percentual.

Cenário Global

Declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugerindo que o conflito no Oriente Médio pode ser de curta duração, contribuíram para a melhora dos mercados. No entanto, o fechamento contínuo do Estreito de Ormuz pelo Irã manteve a pressão sobre o preço do petróleo, que já acumula alta de mais de 40% desde o início das hostilidades na região.

Analistas alertam que a volatilidade deve permanecer elevada, com investidores atentos aos desdobramentos do conflito e seus impactos sobre energia e inflação.

* com informações da Reuters

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Com informações da Agência Brasil