ECONOMIA

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Dólar cai para R$ 4,95 e fecha no menor valor em dois anos

(via Agência Brasil)

| Edição de 30 de abril de 2026 | Atualizado em 30 de abril de 2026

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O mercado financeiro brasileiro fechou abril em alta, embalado por um cenário externo favorável e pela postura firme do Comitê de Política Monetária (Copom). O dólar despencou, atingindo o menor valor em mais de dois anos.

A bolsa de valores, após seis quedas consecutivas, registrou alta, impulsionada pelo apetite global por risco, beneficiando países emergentes como o Brasil.

Esse ambiente positivo resultou em uma típica entrada de capital estrangeiro: investidores venderam dólares e aplicaram em ativos brasileiros, como ações. O dólar comercial encerrou a sessão desta quinta-feira (30) cotado a R$ 4,952, uma queda de R$ 0,049 (-0,99%), o menor nível desde 7 de março de 2024.

Em abril, a moeda americana acumulou uma desvalorização de 4,38% frente ao real. No ano, a queda é de 9,77%, colocando o real entre as moedas de melhor desempenho no período.

Esse movimento reflete, em grande parte, a perda de força global do dólar, observada também em outros mercados, além do redirecionamento de investimentos para economias com juros mais altos.

No Brasil, mesmo com o início de um ciclo de cortes, a taxa básica de juros permanece elevada. Na quarta-feira (29), o Banco Central reduziu a Selic para 14,50% ao ano, mas indicou cautela quanto aos próximos passos, diante de riscos inflacionários.

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve manteve os juros entre 3,50% e 3,75%, ampliando o diferencial de taxas entre os dois países. Esse diferencial é um dos principais fatores que sustentam a valorização do real, ao tornar o Brasil mais atrativo para investidores em busca de rendimento.

O euro comercial também recuou nesta quinta, fechando a R$ 5,811, com queda de 0,48%, o valor mais baixo desde 24 de junho de 2024.

Ibovespa

O dia foi marcado pela recuperação no mercado de ações. O índice Ibovespa, da B3, fechou esta quinta aos 187.318 pontos, com alta de 1,39%.

O ganho foi influenciado tanto pelo fluxo estrangeiro quanto pela reavaliação das expectativas para a política monetária. Com a indicação de cortes mais graduais da Selic, cresce a percepção de estabilidade econômica, o que tende a favorecer o mercado de ações.

Apesar da alta desta quinta, o índice terminou o mês praticamente estável, após uma sequência recente de quedas que apagou parte dos ganhos anteriores.

No cenário doméstico, os investidores também acompanharam dados econômicos e decisões políticas, embora com impacto limitado sobre os preços. Indicadores do mercado de trabalho mostraram resiliência da economia, reforçando a leitura de que há menos espaço para cortes agressivos de juros no curto prazo.

Petróleo

O comportamento do petróleo continuou sendo um fator relevante para os mercados globais. A commodity teve um dia de forte volatilidade, influenciada pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Os preços chegaram a subir de forma significativa durante o pregão, superando os US$ 120, mas perderam força ao longo do dia.

O barril do tipo Brent, referência para a Petrobras, encerrou em US$ 110,40, praticamente estável. O barril WTI, do Texas, usado nas negociações nos Estados Unidos, ficou em US$ 105,07, com queda de 1,69%.

As oscilações refletem incertezas sobre o fornecimento global, especialmente diante das tensões envolvendo Estados Unidos, Irã e Israel, além das restrições no Estreito de Hormuz, uma das principais rotas do petróleo no mundo. Mesmo com recuos pontuais, os preços ainda permanecem elevados, o que mantém pressão sobre a inflação global e influencia decisões de política monetária.

* com informações da Reuters

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Com informações da Agência Brasil