ECONOMIA

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Dólar cai para R$ 5,10, após juros serem mantidos nos EUA

(via Agência Brasil)

| Edição de 29 de julho de 2026 | Atualizado em 29 de julho de 2026

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O dólar encerrou o dia em queda, enquanto a bolsa brasileira registrou recuo nesta quarta-feira (29). O pregão foi marcado pela decisão do Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos Estados Unidos, de manter as taxas de juros entre 3,50% e 3,75%.

A reação do mercado foi influenciada pelo tom mais moderado adotado por Kevin Warsh, presidente do Fed, e pela divisão entre os dirigentes da instituição. Em contrapartida, o preço do petróleo subiu cerca de 7%, impulsionado pelo aumento das tensões no Oriente Médio.

Principais números do mercado

  • Dólar à vista: R$ 5,108 (-0,27%);
  • Ibovespa: 173.885 pontos (-1,52%);
  • Petróleo tipo Brent: US$ 88,09 o barril (+7,32%);
  • Petróleo tipo WTI: US$ 84,46 o barril (+6,56%).

Oscilações no câmbio

Durante o dia, o dólar oscilou próximo à estabilidade, enquanto investidores aguardavam a decisão do Fed. Na mínima do dia, por volta das 16h20, a moeda chegou a R$ 5,09, encerrando a R$ 5,018 (-0,27%).

Após a manutenção dos juros, conforme esperado, o dólar perdeu força globalmente, ampliando as perdas durante a coletiva de Warsh. O presidente do Fed reafirmou o compromisso com a meta de inflação de 2%, mas destacou sinais positivos recentes para o comportamento dos preços, interpretados como um discurso menos rígido pelo mercado.

A decisão foi dividida: nove integrantes do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) votaram pela manutenção dos juros, enquanto Beth Hammack, Neel Kashkari e Lorie Logan defenderam uma alta de 0,25 ponto percentual. Ainda assim, o mercado continua precificando uma elevada probabilidade de aumento dos juros na reunião de setembro.

O câmbio foi favorecido pelo maior apetite por operações de carry trade, devido à diferença de juros entre Brasil e Estados Unidos. A valorização do petróleo, que melhora o fluxo de recursos para o Brasil, exportador do produto, também contribuiu. Dados domésticos, como o resultado do Caged e o superávit da balança comercial, ficaram em segundo plano.

Desempenho da bolsa

O índice Ibovespa, da B3, encerrou o pregão em queda de 1,52%, pressionado principalmente pelo desempenho das ações de bancos. O ambiente externo também influenciou os negócios. Apesar da manutenção dos juros pelo Fed, a divisão entre os dirigentes reforçou as incertezas sobre a política monetária dos EUA. O aumento das tensões geopolíticas elevou a aversão ao risco nos mercados globais.

Em Nova York, o S&P 500 fechou em queda de 1,55%, refletindo a cautela dos investidores diante da possibilidade de novos aumentos de juros nos Estados Unidos.

As ações da Petrobras, as mais negociadas, amenizaram parte das perdas do Ibovespa ao acompanhar a disparada das cotações internacionais do petróleo. Os papéis ordinários da estatal subiram 2,35%, enquanto as ações preferenciais valorizaram-se 1,92%.

Alta do petróleo

O petróleo interrompeu a sequência de quedas e avançou mais de 7% após a retomada dos confrontos entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio. O barril do tipo Brent para outubro fechou em alta de 7,32%, a US$ 88,09 por barril. O petróleo WTI, do Texas, para setembro subiu 6,56%, para US$ 84,46.

O movimento foi impulsionado pela intensificação dos ataques envolvendo forças estadunidenses e grupos apoiados pelo Irã. As declarações do presidente Donald Trump sobre uma resposta militar e o risco de escalada do conflito em uma das principais regiões produtoras de petróleo do mundo também reforçaram a alta.

Os preços também receberam impulso da queda dos estoques semanais de petróleo nos Estados Unidos, acima do esperado pelo mercado.

* Com informações da Reuters

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Com informações da Agência Brasil