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Dólar volta a R$ 5, e bolsa cai com tensão no Oriente Médio

(via Agência Brasil)

| Edição de 23 de abril de 2026 | Atualizado em 23 de abril de 2026

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O dólar voltou a ultrapassar a marca de R$ 5, enquanto a bolsa de valores registrou queda nesta quinta-feira (23). O dia foi marcado por um agravamento no cenário externo e um aumento na aversão ao risco, motivado por novas incertezas relacionadas ao conflito no Oriente Médio.

A moeda norte-americana encerrou o dia com uma alta de R$ 0,029 (+0,62%), sendo cotada a R$ 5,003. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,78%, fechando aos 191.378,43 pontos.

Dólar inverte movimento

Após passar boa parte do dia em queda, o dólar ganhou força no período da tarde, seguindo o movimento global de busca por ativos considerados mais seguros. Essa mudança de direção ocorreu após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e de autoridades iranianas, que colocaram em dúvida a possibilidade de um cessar-fogo duradouro.

Trump afirmou que um acordo com o Irã só será possível quando for "apropriado" para os interesses dos Estados Unidos, enquanto o governo iraniano adotou um tom mais agressivo. Relatos de ativação de defesas aéreas no Irã também contribuíram para elevar a tensão.

Com isso, o dólar à vista, que havia atingido a mínima de R$ 4,94 no início da tarde, chegou à máxima de R$ 5,018 por volta das 16h40, antes de reduzir a alta no fechamento do pregão. No mercado futuro, o contrato para maio avançou 0,74%.

No exterior, o índice que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas também subiu, refletindo o mesmo movimento de cautela.

Dados do Banco Central indicaram ainda uma saída líquida de US$ 3,2 bilhões do país em abril até o dia 17, ampliando o fluxo negativo desde o início do conflito.

Bolsa acompanha exterior

O Ibovespa seguiu a tendência negativa dos mercados internacionais, fechando em queda, pressionado pelo aumento das tensões no Oriente Médio e pela queda das bolsas em Nova York.

O índice oscilou entre 190.929 pontos na mínima e 193.346 pontos na máxima, com um volume financeiro de R$ 24,9 bilhões.

O ambiente de maior risco foi intensificado por ações militares e estratégicas envolvendo o Estreito de Ormuz, uma região crucial para o transporte global de petróleo. A apreensão de navios pelo Irã e ameaças militares dos Estados Unidos aumentaram a preocupação dos investidores.

Petróleo dispara

O preço do petróleo registrou forte alta, impulsionado pelo aumento das tensões e temores sobre o fornecimento global do combustível.

O barril do tipo Brent, referência internacional, fechou a US$ 105,07, com alta de 3,1%. O WTI subiu 3,11%, para US$ 95,85. Durante o dia, os preços chegaram a aumentar cerca de US$ 5 por barril.

O mercado reagiu a relatos de confrontos internos no Irã, ataques aéreos e à renúncia de um negociador-chave nas conversas indiretas com os EUA. Além disso, o controle mais rígido do Irã sobre o Estreito de Ormuz, responsável por cerca de 20% do fluxo global de petróleo, aumentou o temor de interrupções no abastecimento.

A combinação de incerteza geopolítica, restrições no transporte marítimo e declarações conflitantes de autoridades mantém os mercados sob forte volatilidade.

*Com informações da Reuters

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Com informações da Agência Brasil