ECONOMIA

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Economia brasileira cresceu 0,1% em abril, estima prévia da FGV

(via Agência Brasil)

| Edição de 18 de junho de 2026 | Atualizado em 18 de junho de 2026

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Apesar de um cenário econômico desafiador, com juros elevados e aumento no preço do petróleo, a economia brasileira apresentou um crescimento de 0,1% entre março e abril. Comparando com abril de 2025, o avanço foi de 1,8%.

Esses números são parte do Monitor do PIB, um estudo mensal do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado recentemente.

Desempenho Econômico

No trimestre móvel encerrado em abril, que compreende os meses de fevereiro, março e abril, houve um crescimento de 1,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. No acumulado de 12 meses, a expansão foi de 2%.

A pesquisa abrange dados de diversos setores como indústria, comércio, serviços e agropecuária, oferecendo estimativas sobre o comportamento do Produto Interno Bruto (PIB), que mede o total de bens e serviços produzidos no país.

Juliana Trece, economista e coordenadora da pesquisa, destaca que o aumento de 0,1% indica uma economia estável, mesmo diante de desafios internos e externos.

"A maioria dos componentes da economia apresentou desempenho positivo, demonstrando resiliência em meio a juros elevados e ao aumento do preço do petróleo, uma das consequências da guerra no Oriente Médio", afirmou.

Impacto dos Juros e Conflitos

Durante quase todo o mês de abril, a Taxa Selic, que é a taxa básica de juros da economia, permaneceu em 14,75%. Este nível elevado é uma estratégia do Banco Central para controlar a inflação. Juros mais altos tendem a desestimular o consumo, o que pode suavizar a elevação dos preços.

No final de abril, o Banco Central reduziu a taxa em 0,25 ponto percentual, um movimento repetido em meados de maio, levando a Selic para 14,25%.

A cautela do Banco Central em reduzir os juros rapidamente está relacionada ao cenário externo, conforme apontado pela economista do Ibre. A guerra no Irã elevou o preço do petróleo globalmente, impactando o custo de combustíveis como diesel e gasolina.

Para mitigar o aumento dos preços, o governo brasileiro adotou medidas como redução de tributos e subsídios para produtores e importadores de combustível.

Setores do PIB

O Monitor do PIB estimou que, no trimestre móvel encerrado em abril, o consumo das famílias cresceu 2,6% em comparação com o mesmo período do ano anterior, atingindo o maior nível de alta desde o trimestre encerrado em fevereiro de 2025.

As exportações cresceram 9,3%, com cerca de 60% desse desempenho atribuído ao bom desempenho das exportações da indústria extrativa, que aumentaram 27,8% no trimestre móvel encerrado em abril.

A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que mede o investimento na economia, como a compra de máquinas e equipamentos, cresceu 0,7% no trimestre móvel, marcando a primeira expansão após quatro trimestres consecutivos de queda.

O estudo estima que a taxa de investimento da economia em abril foi de 18%.

Em termos monetários, a FGV estima que o PIB acumulado no ano até abril, em valores correntes, é de R$ 4,376 trilhões.

Indicadores Complementares

O Monitor do PIB é um dos estudos que ajudam a medir a temperatura da economia brasileira. Outro indicador é o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que mostrou uma expansão de 0,5% de março para abril e de 1,6% em 12 meses.

O resultado oficial do PIB é divulgado trimestralmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No primeiro trimestre, a economia cresceu 1,1%. A próxima divulgação está prevista para 1º de setembro, com dados do segundo trimestre de 2026.

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Com informações da Agência Brasil