ECONOMIA

min de leitura

Economia pode crescer 1% no primeiro trimestre, diz Haddad

(via Agência Brasil)

| Edição de 13 de março de 2026 | Atualizado em 13 de março de 2026

Fique por dentro do que acontece em Apucarana, Arapongas e região, assine a Tribuna do Norte.

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil pode registrar um crescimento entre 0,8% e 1% no primeiro trimestre deste ano, conforme declarou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

“A economia brasileira é capaz de crescer entre 0,8% e 1% nesse primeiro trimestre. Então, os mecanismos de mudanças no crédito, tudo que nós estamos fazendo para manter a demanda efetiva está redundando em manutenção [da economia aquecida]", afirmou o ministro.

Na noite de sexta-feira (13), Haddad participou de uma entrevista ao programa 20 Minutos, do Opera Mundi. Durante a conversa, ele optou por não fornecer uma estimativa de crescimento para o ano, justificando que tal previsão depende da taxa de juros.

"Eu acho que nós fizemos um trabalho de saneamento das contas. Eu não estou preocupado com as metas fiscais. Eu acho que o crescimento, pela maneira como nós estamos conduzindo, sobretudo as reformas que foram feitas, vão permanecer. Eu acho que a reforma tributária, que entra em vigor ano que vem, vai dar um impulso para o PIB ainda maior", disse Haddad.

O ministro também reforçou a importância do arcabouço fiscal e negou que o governo tenha apertado demais a conta.

“Não [apertou a conta], porque isso tinha que vir acompanhado dessa batalha no Congresso Nacional – e que foi parcialmente bem-sucedida - de recomposição da base tributária. Nós perdemos 3% do PIB de base tributária. Para você abrir mão de carga tributária, o Congresso aprova em 15 dias, mas não para recompor e cortar privilégios no Brasil. Vai lá no Congresso negociar redução de privilégio, desoneração da folha. Cada projeto desse são semanas de negociação”.

Saída do ministério

Haddad confirmou que deixará o Ministério da Fazenda na próxima semana e que pretende se candidatar nas próximas eleições, embora não tenha especificado para qual cargo.

Ele explicou que inicialmente planejava contribuir para a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas mudou de ideia.

“Queria estar mais livre para poder pensar, fora do Ministério, em um plano de desenvolvimento [para o país]. Era isso o que eu queria fazer. Nesses três meses de conversa com ele [com o presidente Lula], o cenário se complicou. O céu está menos azul do que eu imaginava no final do ano passado. Então, devo sair do Ministério da Fazenda na semana que vem”, concluiu Haddad.

?

Com informações da Agência Brasil