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Em meio à guerra no Irã, Brasil bate recorde de produção de petróleo

(via Agência Brasil)

| Edição de 04 de maio de 2026 | Atualizado em 04 de maio de 2026

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Em meio a um cenário global desafiador para a oferta de petróleo, devido à guerra no Irã, o Brasil registrou um marco significativo em março, alcançando um recorde na produção de petróleo e gás.

No mês de março, que coincidiu com o início do conflito desencadeado por ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã, o Brasil produziu 5,531 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d). Este número superou o recorde anterior de fevereiro, que foi de 5,304 milhões de boe/d.

Boe é uma unidade de medida que padroniza o volume de gás natural e petróleo, convertendo o gás para o valor energético equivalente a um barril de petróleo bruto, permitindo assim a soma da produção.

Os dados sobre produção foram divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), órgão regulador do setor vinculado ao Ministério de Minas e Energia.

Produção separada

Durante o mês de março, a extração de petróleo atingiu 4,247 milhões de barris por dia, um aumento de 4,6% em relação a fevereiro e de 17,3% em comparação a março de 2025.

A produção de gás natural alcançou 204,11 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d), representando um crescimento de 3,3% em relação ao mês anterior e de 23,3% em comparação a março do ano passado.

O boletim mensal da ANP destacou que a produção de óleo cru e gás no pré-sal totalizou 4,421 milhões de barris de óleo equivalente por dia, um volume recorde que representa um aumento de 3,6% em relação a fevereiro e de 19% em comparação ao mesmo mês de 2025.

O pré-sal, com poços produtivos a cerca de 2 mil metros de profundidade da lâmina d'água, é responsável por 79,9% da produção brasileira.

O campo de Búzios, localizado na Bacia de Santos, no litoral do Sudeste do Brasil, lidera a produção de petróleo com 886,43 mil barris por dia. O campo de Mero, também no pré-sal de Santos, é o maior produtor de gás natural, com 42,06 milhões de m³/d.

Os campos operados pela Petrobras, seja de forma independente ou em consórcio, foram responsáveis por 88,23% de toda a produção do país no mês passado.

A plataforma Almirante Tamandaré, da Petrobras, localizada em Búzios, foi a estrutura que mais contribuiu para a extração, com 186 mil barris de petróleo por dia.

Reforço em maio

Para maio, o Brasil espera um reforço na produção de óleo cru e gás natural. Recentemente, a Petrobras anunciou o início da produção na plataforma P-79, também ancorada em Búzios.

O início da operação foi antecipado em três meses. A plataforma tem capacidade para produzir 180 mil barris de óleo e comprimir 7,2 milhões de metros cúbicos de gás diariamente.

Choque do petróleo

Com o início da guerra no Oriente Médio, a Petrobras tem intensificado seus esforços para aumentar a produção de óleo e gás no Brasil, buscando reduzir a dependência do mercado externo.

O conflito resultou em interrupções no transporte de óleo pelo Estreito de Ormuz, uma passagem marítima crucial no sul do Irã que conecta os golfos Pérsico e de Omã. Antes da guerra, cerca de 20% da produção mundial de petróleo passava por essa rota. O bloqueio de Ormuz tem sido uma das retaliações do Irã.

Com a redução do fluxo de óleo na cadeia logística, o preço do barril e de seus derivados disparou nos últimos dois meses. Nesse período, o preço do barril de Brent, referência internacional, subiu de aproximadamente US$ 70 para US$ 114.

Como o petróleo é uma commoditie negociada a preços internacionais, a escassez provoca aumento de preços mesmo em países produtores, como o Brasil.

O governo brasileiro tem adotado medidas para conter a alta dos derivados de petróleo, incluindo isenções fiscais e subsídios a produtores e importadores.

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Com informações da Agência Brasil