ECONOMIA

min de leitura

Empresas aéreas terão linha de crédito para enfrentar alta de custos

(via Agência Brasil)

| Edição de 23 de abril de 2026 | Atualizado em 23 de abril de 2026

Fique por dentro do que acontece em Apucarana, Arapongas e região, assine a Tribuna do Norte.

As companhias aéreas brasileiras receberam um novo alívio financeiro para enfrentar o aumento dos custos, especialmente com combustíveis. O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou uma nova linha de crédito destinada a ajudar as empresas do setor.

Essa iniciativa permite que as empresas de transporte aéreo doméstico obtenham empréstimos para capital de giro, essencial para manter as operações do dia a dia, como pagamento de fornecedores, salários e despesas imediatas.

Origem dos Recursos

Os recursos para essa linha de crédito virão do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), um fundo público dedicado ao desenvolvimento do setor aéreo. Na prática, o dinheiro será disponibilizado às empresas por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ou por bancos autorizados pela instituição.

Funcionamento da Linha de Crédito

A linha de crédito possui regras específicas:

  • Prazo total: até 5 anos para pagamento;
  • Carência: até 1 ano sem pagar o valor principal;
  • Custo básico: 4% ao ano, mais taxas dos bancos.

De acordo com o Ministério da Fazenda, essa estrutura proporciona um alívio financeiro às empresas, permitindo que enfrentem dificuldades no curto prazo antes de começar a quitar a dívida.

Risco Assumido pelos Bancos

Os empréstimos não terão garantia do governo. Caso a empresa não pague, o prejuízo será do banco. As instituições financeiras serão responsáveis por analisar o risco antes de conceder o crédito. Além disso, por se tratar de uma operação financeira, não há impacto direto nas contas públicas.

Motivação para a Medida

O setor aéreo tem enfrentado pressão devido ao aumento dos custos operacionais, especialmente com combustível, um dos principais gastos das companhias. Com isso, as empresas enfrentam dificuldades de caixa no curto prazo.

A nova linha de crédito busca:

  • Evitar cancelamentos de voos;
  • Manter a oferta de transporte aéreo no país;
  • Reduzir a necessidade de repassar aumentos de custos para as passagens.

Impacto para os Passageiros

A medida não reduz diretamente o preço das passagens, mas tenta evitar aumentos imediatos. Ao proporcionar acesso a crédito mais barato, o governo espera que as empresas não precisem elevar preços rapidamente para cobrir os custos.

A nova regra entra em vigor imediatamente após a publicação. Presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, o CMN também é composto pelo presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, e pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

?

Com informações da Agência Brasil