ECONOMIA

min de leitura

Entidades do setor produtivo e centrais criticam manutenção da Selic

(via Agência Brasil)

| Edição de 17 de setembro de 2025 | Atualizado em 17 de setembro de 2025

Fique por dentro do que acontece em Apucarana, Arapongas e região, assine a Tribuna do Norte.

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 15% ao ano, gerou reações diversas entre economistas, centrais sindicais e entidades empresariais. A justificativa do Copom para essa decisão foi a incerteza no ambiente externo, especialmente devido à conjuntura econômica dos Estados Unidos, além de uma moderação no crescimento econômico doméstico e inflação acima da meta.

Reação da FecomercioSP

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) considerou a manutenção da taxa de juros em 15% ao ano uma medida acertada. Segundo a entidade, a inflação dos serviços, como o grupo de alimentação fora do domicílio, permanece alta, o que indica uma demanda ainda aquecida, mesmo com uma política monetária mais rígida.

Posição da CNI

Já a Confederação Nacional da Indústria (CNI) classificou a decisão do Copom como "injustificada" e uma demonstração de "postura excessivamente conservadora", especialmente diante de sinais favoráveis no quadro inflacionário e do desaquecimento da atividade econômica. O presidente da CNI, Ricardo Alban, argumenta que é essencial que o Banco Central inicie cortes na Selic na próxima reunião do Copom, prevista para novembro.

Críticas da CUT

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) criticou a Selic em "patamar elevado", afirmando que isso prejudica a população sem combater efetivamente a inflação. A presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, destacou que os juros altos mantêm o Brasil no topo do ranking mundial de juros reais, penalizando a população e reduzindo investimentos e empregos.

Manifestação da Força Sindical

Em uma postagem nas redes sociais, a Força Sindical afirmou que a manutenção da taxa de juros demonstra uma política monetária que favorece especuladores em detrimento do setor produtivo, que gera empregos e renda. A entidade defende uma redução urgente dos juros para fortalecer a atividade econômica.

Opinião de Economistas

O professor de economia do IBMEC, Gilberto Braga, afirmou que a manutenção da Selic não foi uma surpresa e estava dentro das expectativas do mercado. Já o economista-chefe do Banco Daycoval, Rafael Cardoso, considerou a decisão cautelosa, com o Banco Central adotando uma postura conservadora. Por outro lado, Pedro Rossi, professor da Unicamp, criticou a postura do Copom, destacando que a Selic a 15% prejudica a economia brasileira e reduz a competitividade internacional.

?

Com informações da Agência Brasil