O mercado financeiro revisou, pela sexta semana consecutiva, suas expectativas para a inflação de 2026, ajustando-as para baixo. Conforme o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (10) pelo Banco Central, a inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deve encerrar o ano em 5,02%. Este valor está abaixo dos 5,16% projetados há quatro semanas e dos 5,03% da semana passada.
Além disso, as previsões para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) também foram ajustadas para baixo, com uma expectativa de crescimento de 1,98%, após cinco semanas de estabilidade em 1,99%.
As projeções para o câmbio permanecem estáveis em R$ 5,20 há oito semanas, enquanto a taxa básica de juros, a Selic, deve encerrar 2026 em 13,75%, conforme as expectativas mantidas da semana anterior.
Expectativas para 2027 e 2028
Para os anos de 2027 e 2028, as expectativas do mercado financeiro mostraram estabilidade em relação à semana anterior. A única variação foi no PIB de 2027, que caiu de 1,57% para 1,52%. As projeções para inflação, PIB e câmbio em 2027 são de 4,22% (IPCA), R$ 5,28 (cotação do dólar) e 12%, respectivamente. Para 2028, as expectativas são de 3,80% para a inflação, 2% para o PIB, R$ 5,30 para o dólar e 10,50% para a Selic.
Controle da inflação
O Banco Central utiliza a Selic, a taxa básica de juros da economia, como ferramenta para moderar a atividade econômica e controlar a inflação. Quando os juros sobem ou permanecem altos por um período prolongado, o crédito se torna mais caro, impactando o consumo de bens e serviços financiados. Por outro lado, a redução da Selic pode estimular a economia e reduzir o risco de inflação descontrolada.
Decisões do Copom
Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada em 5 de agosto, a Selic foi reduzida em 0,25 ponto percentual, passando de 14,25% para 14% ao ano. Este foi o quarto corte consecutivo na taxa de juros. O Banco Central justificou a decisão como parte da estratégia para alinhar a inflação à meta nos próximos períodos, além de buscar estabilidade de preços e suavizar as flutuações da atividade econômica, favorecendo o emprego.
O Copom destacou que o cenário externo requer cautela, devido às incertezas nos conflitos no Oriente Médio e nas políticas monetárias de economias avançadas. No cenário interno, observou-se uma desaceleração gradual da atividade econômica, embora o mercado de trabalho continue aquecido. O Banco Central também notou que a inflação recente perdeu força, mas ainda está acima do limite superior da meta, mesmo com a desaceleração dos núcleos de inflação.
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Com informações da Agência Brasil