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Exportações brasileiras batem recorde em outubro, apesar de tarifaço

(via Agência Brasil)

| Edição de 06 de novembro de 2025 | Atualizado em 06 de novembro de 2025

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A diversificação das exportações brasileiras para a Ásia e a Europa ajudou a mitigar os impactos do tarifaço imposto pelos Estados Unidos, três meses após a retaliação comercial do governo de Donald Trump. Em outubro, as vendas do Brasil para o exterior cresceram 9,1% em comparação com o mesmo mês do ano anterior, atingindo um recorde histórico para o mês desde 1989.

Esse crescimento ocorreu apesar de uma acentuada queda de 37,9% nas vendas para os Estados Unidos. Os dados foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

Segundo o levantamento, as exportações totalizaram US$ 31,97 bilhões no mês passado, enquanto as importações chegaram a US$ 25,01 bilhões, resultando em um superávit comercial de US$ 6,96 bilhões.

A redução nas exportações para os Estados Unidos, impactadas pelo tarifaço norte-americano, levou a uma queda de 24,1% nas vendas para a América do Norte, sendo esta a única região a apresentar redução nas exportações em outubro.

O principal fator para a diminuição das vendas para a América do Norte foi a queda de 82,6% nos embarques de petróleo, representando uma perda de US$ 500 milhões. As vendas de celulose (43,9%), óleos combustíveis (37,7%) e aeronaves e partes (19,8%) também recuaram.

“Mesmo produtos que não foram tarifados, como óleo combustível e celulose, sofreram queda”, informou Herlon Brandão, diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Mdic.

Outros mercados

A queda nas exportações para os Estados Unidos foi compensada pelo aumento das vendas para outras regiões, especialmente a Ásia, que registrou um crescimento de 21,2%, impulsionado por países como China (33,4%), Índia (55,5%), Cingapura (29,2%) e Filipinas (22,4%).

Entre os produtos, destacaram-se os aumentos nas exportações de soja (64,5%), óleos brutos de petróleo (43%), minério de ferro (31,7%) e carne bovina (44,7%).

Na Europa, as vendas cresceram 7,6%, com um forte avanço de minérios de cobre (823,6%), carne bovina (73,4%) e celulose (46,8%). Já a América do Sul apresentou um aumento de 12,6%, impulsionado pelos embarques de óleos brutos de petróleo (141,1%).

De acordo com Brandão, as exportações brasileiras para os Estados Unidos têm registrado uma redução constante nos últimos três meses, com quedas de 16,5% em agosto, 20,3% em setembro e 37,9% em outubro.

“Temos observado taxas de variação negativa cada vez maiores, na comparação com o mesmo mês do ano anterior”, explicou Brandão.

O diretor do Mdic ressaltou ainda que esse movimento reflete não apenas os efeitos diretos das tarifas, mas também uma possível redução da demanda norte-americana.

“A principal queda em termos absolutos foi no petróleo bruto, que não foi tarifado. Isso indica que há efeitos diversos influenciando a retração das exportações aos EUA”, completou.



Com informações da Agência Brasil