ECONOMIA

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Exportações da região movimentam mais de US$ 21,5 mi no bimestre

Da Redação

| Edição de 22 de março de 2022 | Atualizado em 22 de março de 2022
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Quatro municípios da região com  atividades no comércio exterior já atingiram US$ 21,5 milhões em exportações no primeiro bimestre deste ano. Dados do Comex Stat, sistema para consultas e extração de informações do comércio exterior brasileiro, disponibilizado pelo Ministério da Economia, mostram que as commodities vendidas por Apucarana, Arapongas, São Pedro do Ivaí e Jandaia do Sul para outros países movimentaram US$ 8,7 em janeiro e US$ 12,8 milhões em fevereiro, sobretudo com a venda de móveis, ração animal, açúcar e tecidos (veja o infográfico). O resultado é praticamente o mesmo obtido no primeiro bimestre do ano passado quando essas cidades movimentaram US$ 21,5 milhões em vendas no exterior. No acumulado de 2021, os municípios somaram US$ 192,6 milhões. 

Economista afirma que o cenário de guerra entre Rússia e Ucrânia ainda não atrapalha as atividades  desses municípios e a expectativa é de que neste ano as exportações superem o saldo do ano passado (leia o box).  

Arapongas lidera o ranking regional com maior resultado das exportações, US$ 10,6 milhões, no primeiro bimestre deste ano. O carro-chefe do município é a venda de móveis que movimentou US$ 7,28 milhões no período e representa 68% de tudo que é comercializado lá fora. Mais de vinte países importam produtos de Arapongas, e os que mais compraram neste ano foram o Peru e a índia. 

O segundo maior exportador da região é Apucarana, que no primeiro bimestre atingiu US$ 4,22 milhões, a maior parte com a venda de tecidos que movimentou US$ 1,31 milhão e que corresponde a 31% do total exportado, seguido pelos couros (15%) e farinhas de cereais (15%). Neste ano, 18 países importaram produtos apucaranenses, sendo que a maior parte foi para o Paraguai, Colômbia, China e Congo.

Terceiro maior exportador da região, São Pedro do Ivaí comercializou US$ 4,09 milhões no primeiro bimestre, a maior parte em ração animal (57%) sobretudo para os Estados Unidos e Chile.  

E por fim Jandaia do Sul que exportou US$ 2,61 milhões em açúcares de cana ou de beterraba e sacarose quimicamente pura somente para a Rússia. 

Guerra na Ucrânia ainda não afeta exportações, afirma economista

O conflito entre Rússia e Ucrânia, que já dura quase um mês, ainda não teve repercussão direta nas exportações realizadas pelos municípios da região. O economista Rogério Ribeiro, professor da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), campus Apucarana, diz que ainda é cedo para dimensionar os efeitos da guerra na balança comercial brasileira, mas que mesmo neste cenário a expectativa é de aumento. 

Segundo ele, os dados dos anos anteriores demonstram que as atividades no exterior vinham em uma crescente, tendência que deve continuar neste ano. “Embora os dados do primeiro bimestre não sejam muito bons, as exportações cresceram no ano de 2021 em relação ao período pré-pandemia. E as exportações de 2020 também foram maiores do que as de 2019, o que demonstra que as empresas da região estão com seus mercados externos consolidados e se não tivermos uma reversão muito forte da taxa de câmbio é possível que estes municípios continuem aumentando as suas exportações”, analisa o economista.

Ribeiro conclui que, somente se houver fatos novos e um prolongamento do conflito entre Rússia e Ucrânia haverá reflexos nas exportações e também nas importações. 

“No ano de 2021 o total de adubos importados por Apucarana vieram da Rússia, US$ 1,8 milhão. E neste ano já recebemos o equivalente a US$ 556 mil. Caso o conflito se prolongue os compradores destes produtos terão que buscar outros mercados fornecedores e, possivelmente terão que pagar mais caro. Já no caso das exportações temos que o município de Jandaia do Sul exportou açúcar para a Rússia e Ucrânia no ano passado.Isto poderá afetar as exportações para estes destinos, porém é possível que abram novos mercados para estes produtos”, comenta.