Uma ação conjunta entre a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Polícia Federal (PF) resultou na apreensão de 45,6 quilos de cocaína e na prisão em flagrante de um casal de paraguaios na manhã de ontem em Apucarana pelo crime de tráfico internacional de drogas. O entorpecente estava escondido no tanque de combustível de uma caminhonete Chevrolet Silverado, com placas do Paraguai, ocupada pela dupla. A droga é avaliada em cerca de R$ 2 milhões, segundo a PRF.
A abordagem na rodovia ocorreu na noite de anteontem na BR-376, em Cambira, após uma troca prévia de informações de inteligência entre as duas instituições. Durante a fiscalização de rotina, o homem e a mulher apresentaram versões conflitantes sobre a viagem, o que elevou as suspeitas dos agentes e motivou a decisão de realizar uma vistoria profunda e minuciosa no veículo. Por conta da impossibilidade de realizar a vistoria no momento da abordagem, o casal foi encaminhado a um hotel de Apucarana.
Para viabilizar a inspeção detalhada, a equipe policial precisou deslocar a caminhonete até uma concessionária na manhã de ontem. A empresa apenas colaborou com a investigação e não mantinha nenhuma ligação com o veículo investigado.
No estabelecimento, os agentes solicitaram o apoio de mecânicos e utilizaram um elevador automotivo para proceder com a desmontagem de componentes específicos. Segundo a PF, o local
A busca revelou diversos tabletes de cocaína ocultos no interior do tanque de combustível. A polícia destacou que o veículo não pertencia a clientes da loja, tendo o local servido exclusivamente como base de apoio mecânico para a operação de busca e apreensão.
Após a localização e confirmação da droga, o casal recebeu voz de prisão imediata. Os dois suspeitos, juntamente com o veículo e a carga de entorpecentes apreendida, foram encaminhados à Delegacia da Polícia Federal em Londrina. O condutor da caminhonete, um homem de 28 anos, de nacionalidade paraguaia e sem antecedentes criminais foi autuado em flagrante.
A passageira, uma mulher de 34 anos, de Mundo Novo (MS), residente no Paraguai, foi ouvida e liberada, uma vez que não houve comprovação inicial de seu envolvimento com o transporte da droga.
A Polícia Federal agora dará continuidade às investigações com o objetivo de identificar e desarticular a rede criminosa por trás do envio do entorpecente.