O gás natural veicular (GNV) terá uma redução de preço de até 6,4% no estado do Rio de Janeiro a partir da próxima segunda-feira (1º). Essa redução também se aplicará ao gás de cozinha encanado e ao combustível para a indústria.
Essa diminuição nos preços é fruto de um acordo entre o governo estadual, a Petrobras, que é a produtora do gás, e a Naturgy, concessionária responsável pela distribuição.
Na região metropolitana do Rio, a redução será de 6,3%, enquanto nas demais regiões do estado, o desconto será de 6,4%. Estima-se que 1,5 milhão de motoristas que utilizam carros a gás serão beneficiados com a queda no preço do GNV.
Redução nos Preços do Gás Residencial e Industrial
Para o gás residencial, a redução será de 1,63% na região metropolitana e de 2,8% nas outras áreas. Já o gás destinado à indústria terá uma queda de 5,12% na capital e arredores, e de 5,3% no interior do estado e regiões mais afastadas.
Os novos preços foram calculados pela Naturgy e receberam aprovação da Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro (Agenersa), órgão do governo estadual, na última quarta-feira (27).
Rio de Janeiro: Protagonista na Produção de Gás
A Secretaria de Estado de Energia e Economia do Mar esteve envolvida nas negociações com a Petrobras e a concessionária para viabilizar o acordo de redução. Segundo a secretaria, o resultado é um "importante estímulo à retomada do consumo de gás natural, além de fortalecer o mercado e aliviar os custos da mobilidade urbana para a população".
O Rio de Janeiro se destaca como o principal mercado de GNV no Brasil, devido às suas grandes bacias produtoras e aos benefícios estaduais, como o desconto no Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) para motoristas com carros a gás. Em 2025, o estado foi responsável por 76,90% de toda a produção de gás natural do país, conforme dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Produção Aumentada, Preços Reduzidos
A ampliação da produção de gás no país é uma das prioridades da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, desde que assumiu o cargo em junho de 2024. Ela defende que o aumento da produção é essencial para a redução dos preços do combustível.
No último dia 12, ao apresentar o balanço trimestral da companhia, Chambriard destacou que, ao assumir, a empresa colocava 29 milhões de metros cúbicos (m³) de gás no mercado diariamente, volume que atualmente varia entre 50 milhões e 52 milhões de metros cúbicos.
“O que abaixa o preço do gás é investir para produzir mais, porque ainda não revogaram a lei da oferta e da procura. Enquanto não revogarem a lei da oferta e da procura, quanto mais gás, menor preço”, declarou Chambriard.
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Com informações da Agência Brasil