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Governo publica programação do Orçamento em 2026

(via Agência Brasil)

| Edição de 12 de fevereiro de 2026 | Atualizado em 12 de fevereiro de 2026

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O Governo Federal divulgou, nesta quinta-feira (12), em uma edição extra do Diário Oficial da União, o Decreto de Programação Orçamentária e Financeira (DPOF) para o ano de 2026. Este decreto é fundamental, pois define o cronograma mensal de desembolsos e estabelece os limites de empenho para os órgãos do Poder Executivo Federal.

A finalidade do decreto é garantir que a execução das despesas públicas ao longo do ano esteja em conformidade com as metas fiscais estabelecidas na Lei Orçamentária Anual (LOA), que foi sancionada em janeiro.

O decreto respeita o Orçamento aprovado pelo Congresso, sem a necessidade de contingenciamentos ou bloqueios de verbas. Os cortes temporários no Orçamento só serão considerados após a publicação do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, prevista para o final de março.

Conforme o artigo 8º da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o decreto exige que o Poder Executivo estabeleça a programação orçamentária e o cronograma de execução em até 30 dias após a publicação da LOA. Assim como nos anos anteriores, este primeiro decreto foca na organização inicial da execução orçamentária.

Limites de empenho

O decreto também apresenta o cronograma consolidado dos limites de empenho ao longo do ano. Os valores, em bilhões de reais, são distribuídos da seguinte forma:

Período

Limites de empenho (R$ bilhões)

Até março 115,7
Até novembro 196,9
Até dezembro 240,3

Os limites de empenho representam o teto das despesas que podem ser oficialmente autorizadas (empenhadas) pelos órgãos públicos em cada período. A programação poderá ser ajustada ao longo do ano, conforme o comportamento das receitas e o cumprimento das metas fiscais.

Por enquanto, os limites de empenho seguem o Orçamento original aprovado pelo Congresso. No ano anterior, o governo implementou uma restrição nos empenhos, conhecida como faseamento, que congelou um terço dos gastos discricionários (não-obrigatórios) programados para cada mês. Com essa medida, a liberação mensal de gastos não obrigatórios ficou limitada a 1/18 dos gastos previstos para o ano, em vez da proporção de 1/12. O faseamento para 2026, caso seja necessário, será divulgado juntamente com o Relatório Bimestral de Receitas e Despesas, no final de março.



Com informações da Agência Brasil