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Haddad diz que caso Master pode ser a maior fraude bancária do país

(via Agência Brasil)

| Edição de 13 de janeiro de 2026 | Atualizado em 13 de janeiro de 2026

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O caso do Banco Master pode se tornar a maior fraude bancária já registrada no Brasil, conforme declarou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, nesta terça-feira (13). Ele afirmou que o governo está acompanhando de perto as ações do Banco Central (BC) e mantém um diálogo constante com a autoridade monetária desde que a liquidação da instituição financeira foi decretada.

“O caso [Master] exige muita cautela, podemos estar diante da maior fraude bancária da história do país. Portanto, é necessário tomar todas as precauções, respeitando as formalidades e garantindo o direito de defesa, mas, ao mesmo tempo, sendo firmes na defesa do interesse público”, afirmou o ministro ao chegar ao Ministério da Fazenda.

Haddad informou que tem mantido conversas diárias com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e fez questão de expressar apoio público ao trabalho que o BC está realizando no caso.

Imagem ilustrativa da imagem Haddad diz que caso Master pode ser a maior fraude bancária do país
Brasília (DF) 05/09/2025 Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo Foto-arquivo: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil - Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

“Estou absolutamente seguro com o trabalho que o Galípolo e a equipe fizeram”, afirmou Haddad, durante uma conversa com jornalistas na entrada do Ministério da Fazenda, em Brasília.

“Eu já disse isso, é um trabalho muito robusto”, reforçou.

Haddad destacou que a condução do processo exige rigor técnico e transparência, considerando a gravidade das suspeitas e o impacto potencial sobre o sistema financeiro nacional.

Articulação com o TCU

O ministro também revelou que discutiu o assunto com o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo. Segundo ele, houve avanços na comunicação entre os órgãos de controle e o Banco Central.

De acordo com Haddad, a reunião realizada na segunda-feira (12) entre Galípolo, Vital do Rêgo e o relator da apuração no TCU, Jhonatan de Jesus, indicou uma convergência de entendimento sobre os procedimentos adotados pelo BC na liquidação do Banco Master.

“Aparentemente, houve uma boa convergência em relação à leitura dos fatos e à importância da apuração”, disse Haddad.

Impacto sobre FGC

Comentando sobre os desdobramentos do caso, o ministro destacou a importância do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que protege depositantes em casos de falência bancária. Ele lembrou que o fundo é financiado não apenas por bancos privados, mas também por instituições públicas.

“O FGC é composto por recursos de todo o sistema, inclusive de bancos públicos, como Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal”, afirmou.

Após a liquidação do Banco Master, o FGC deverá cobrir depósitos elegíveis de até R$ 250 mil por pessoa física, conforme as regras vigentes. O ministro da Fazenda ressaltou que o episódio reforça a importância de mecanismos de proteção ao sistema financeiro e aos correntistas.

Para Haddad, a investigação completa do caso será crucial para esclarecer responsabilidades e evitar que episódios semelhantes ocorram novamente.



Com informações da Agência Brasil