ECONOMIA

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Indústria nacional varia 0,1% em março e acumula alta de 3,1% em 2026

(via Agência Brasil)

| Edição de 07 de maio de 2026 | Atualizado em 07 de maio de 2026

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A produção industrial brasileira registrou um crescimento pelo terceiro mês consecutivo, com uma variação de 0,1% na transição de fevereiro para março. No acumulado de 2026, o setor apresenta uma expansão de 3,1%. Este desempenho coloca a produção industrial 3,3% acima do nível pré-pandemia, observado em fevereiro de 2020, embora ainda esteja 13,9% abaixo do recorde histórico alcançado em maio de 2011.

Os dados são oriundos da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (6).

Desempenho por Categorias e Ramos

Na comparação entre fevereiro e março, as quatro grandes categorias econômicas e oito dos 25 ramos industriais pesquisados apresentaram crescimento na produção. Entre as atividades que mais contribuíram positivamente, destacam-se o setor de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, com um aumento de 2,2%, e o setor de produtos químicos, que cresceu 4,0%. O primeiro setor marcou o quarto mês consecutivo de crescimento, acumulando uma expansão de 11,5% nesse período, enquanto o segundo reverteu uma queda de 1,5% registrada em fevereiro, conforme explica André Macedo, gerente da PIM.

Contribuições Positivas e Negativas

Outras contribuições positivas vieram dos setores de veículos automotores, reboques e carrocerias (1,1%), metalurgia (1,2%) e máquinas e equipamentos (1%).

Por outro lado, entre as 16 atividades que registraram queda na produção, os setores de bebidas (-2,9%) e de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-3,9%) tiveram as principais influências negativas na média da indústria. O setor de bebidas interrompeu três meses consecutivos de crescimento, período em que acumulou um aumento de 8,5%, enquanto o setor de materiais elétricos intensificou a queda registrada em fevereiro de 2026 (-2,3%).

Impactos Negativos em Outros Setores

O IBGE também destacou os impactos negativos nos setores de móveis (-6%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-4,1%), produtos alimentícios (-0,5%), manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (-3,9%), celulose, papel e produtos de papel (-1,3%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-2,3%), produtos de madeira (-4,4%) e produtos de borracha e de material plástico (-1,1%).

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Com informações da Agência Brasil