ECONOMIA

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Inflação recua para 0,07% em julho e volta para meta do governo

(via Agência Brasil)

| Edição de 11 de agosto de 2026 | Atualizado em 11 de agosto de 2026

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O mês de julho trouxe um alívio no bolso dos brasileiros, com os alimentos ficando mais baratos e contribuindo para que a inflação oficial desacelerasse pelo quarto mês consecutivo, fechando em 0,07%. Este resultado fez com que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulasse 4,44% nos últimos 12 meses, retornando ao centro da meta estabelecida pelo governo.

O IPCA de julho veio em linha com as expectativas do mercado financeiro. O boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, já projetava uma inflação de 0,07% para o mês. Para o final de 2026, o mercado espera que o IPCA atinja 5,02%.

Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (11).

Dentro da meta

Comportamento dos preços fez o acumulado de 12 meses (4,44%) voltar para a meta do governo, que é de 3%, com uma tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, resultando em um intervalo de 1,5% a 4,5%. Em abril, o acumulado estava em 4,39%, mas ultrapassou o limite máximo em maio (4,72%) e junho (4,64%). Desde 2025, a avaliação da meta considera os 12 meses anteriores, e não apenas o resultado de dezembro. A meta é considerada descumprida se a inflação ultrapassar o intervalo de tolerância por seis meses consecutivos.

Julho

O resultado de julho foi o menor desde agosto de 2025, quando o IPCA marcou 0,11%. Considerando apenas os meses de julho, o desempenho foi o menor desde 2022, quando o índice foi de -0,68%. O índice de difusão em julho, que indica o quanto a inflação está disseminada, foi de 50%, ou seja, metade dos 377 produtos e serviços pesquisados pelo IBGE tiveram aumento de preço.

Confira o comportamento dos preços e o impacto em ponto percentual (p.p.) nos nove grupos pesquisados pelo IBGE:

  • Alimentação e bebidas: -0,67% (-0,14 p.p.)
  • Habitação: 0,99% (0,15 p.p.)
  • Artigos de residência: 0,07% (0 p.p.)
  • Vestuário: -0,66% (-0,03 p.p.)
  • Transportes: 0,05% (0,01 p.p.)
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,40% (0,06 p.p.)
  • Despesas pessoais: 0,22% (0,02 p.p.)
  • Educação: -0,03% (0 p.p.)
  • Comunicação: 0,04% (0 p.p.)

O índice

O IPCA mede o custo de vida para famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos. Os preços são coletados em dez regiões metropolitanas, além de Brasília e capitais como Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.

Em atualização

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Com informações da Agência Brasil