ECONOMIA

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INPC, inflação usada para reajustar salários, soma 4,42% em 12 meses

(via Agência Brasil)

| Edição de 12 de junho de 2026 | Atualizado em 13 de junho de 2026

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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), frequentemente utilizado para ajustar salários de várias categorias, registrou um aumento de 0,65% em maio. Com isso, o acumulado dos últimos 12 meses alcançou 4,42%.

Esses dados foram divulgados nesta sexta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O monitoramento de preços realizado pelo IBGE revelou que, em maio, os produtos alimentícios tiveram uma alta de 1,33%, enquanto os itens não alimentícios subiram 0,43%.

Reajuste de salários

O INPC tem um impacto direto na vida de muitos brasileiros, pois o acumulado móvel de 12 meses é frequentemente utilizado para calcular o reajuste salarial de diversas categorias ao longo do ano.

Por exemplo, o salário mínimo considera o dado de novembro para seu cálculo. Já o seguro-desemprego, o teto do INSS e os benefícios para quem recebe acima do salário mínimo são ajustados com base no INPC acumulado até dezembro.

Inflação oficial

O IBGE também divulgou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), conhecido como a inflação oficial. Em maio, o índice foi de 0,58%, acumulando 4,72% em 12 meses.

A principal diferença entre os dois índices é que o INPC mede a inflação para famílias com renda de um a cinco salários mínimos, enquanto o IPCA abrange lares com renda de um a 40 salários mínimos. Atualmente, o salário mínimo é de R$ 1.621.

Segundo o IBGE, a apuração do INPC visa corrigir o poder de compra dos salários, considerando as variações de preços na cesta de consumo das famílias assalariadas de menor renda.

O instituto atribui pesos diferentes aos grupos de preços pesquisados. No INPC, por exemplo, os alimentos representam cerca de 25% do índice, mais do que no IPCA, onde representam aproximadamente 21%, já que as famílias de menor renda gastam proporcionalmente mais com alimentação. Por outro lado, o preço das passagens aéreas tem menor peso no INPC do que no IPCA.

A coleta de preços é realizada em dez regiões metropolitanas: Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre, além de Brasília, Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.

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Com informações da Agência Brasil