O Itaú Unibanco anunciou que uma de suas subsidiárias firmou um compromisso para adquirir ativos do Banco de Brasília (BRB). Apesar disso, o banco destacou que os valores envolvidos na transação são considerados irrelevantes para a companhia, não configurando um "fato relevante" segundo a legislação vigente, conforme comunicado assinado por Gustavo Lopes Rodrigues, diretor de Relações com Investidores do Itaú.
O comunicado foi uma resposta a um questionamento da Comissão de Valores Imobiliários (CVM) após uma reportagem do jornal Correio Braziliense, que mencionou o interesse do banqueiro André Esteves, do BTG, em adquirir ativos do BRB. A reportagem também destacou que o Itaú Unibanco e o Bradesco já negociaram R$ 1 bilhão em carteiras de contratos de empréstimos concedidos por estados e municípios, com aval da União.
Crise no BRB
O Banco de Brasília enfrenta uma crise financeira após a aquisição de carteiras do Banco Master, o que resultou em uma significativa deterioração patrimonial. O BRB informou que precisará provisionar cerca de R$ 8,8 bilhões, enquanto uma auditoria independente sugere a necessidade de R$ 13 bilhões. Os ativos saudáveis adquiridos do Master estão avaliados em R$ 21,9 bilhões.
Recentemente, a governadora do Distrito Federal, Celina Leão, anunciou que um fundo de investimentos apresentou uma proposta de R$ 15 bilhões para adquirir parte dos ativos do Banco Master incorporados pelo BRB. Esta operação ainda aguarda aprovação técnica e regulatória do Banco Central. O governo do Distrito Federal enfatizou que a negociação não envolve recursos públicos nem compromete o caixa do banco, buscando preservar os interesses do DF.
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Com informações da Agência Brasil