ECONOMIA

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Mercado financeiro eleva previsão da Selic para 13,75% ao ano

(via Agência Brasil)

| Edição de 15 de junho de 2026 | Atualizado em 15 de junho de 2026

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Na iminência da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, o mercado financeiro revisou para cima, pela segunda semana consecutiva, a previsão para a taxa básica de juros, a Selic. Agora, os analistas estimam que a taxa alcance 13,75% ao ano até o final de 2026, um aumento em relação à previsão anterior de 13,5% ao ano.

Essas informações constam no boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (16), que semanalmente apresenta as expectativas de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para os anos de 2027 e 2028, a expectativa é que a Selic seja reduzida para 12% ao ano e 10,25% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa, que é o principal instrumento do BC para controlar a inflação, deve atingir 10% ao ano.

O Copom se reúne nesta semana para decidir sobre a Selic, e a previsão do mercado financeiro é que ela seja mantida em 14,5% ao ano neste encontro. Na última reunião, em abril, o colegiado decidiu, por unanimidade, reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual, pela segunda vez consecutiva, apesar das tensões decorrentes da guerra no Oriente Médio.

Entre junho de 2025 e março deste ano, a Selic permaneceu em 15% ao ano, o maior nível em quase duas décadas. O Copom voltou a cortar os juros em um cenário de queda da inflação, contudo, a guerra no Oriente Médio impactou a economia do país, com o aumento dos preços de combustíveis e alimentos pressionando a inflação.

Impactos da Selic

Quando a Taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito se torne mais acessível, incentivando a produção e o consumo, o que pode diminuir o controle sobre a inflação e estimular a atividade econômica. Por outro lado, quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, o que reflete nos preços, já que os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Os bancos ainda consideram outros fatores ao definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Inflação

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, foi ajustada de 5,11% para 5,3% este ano. Com as pressões econômicas da guerra no Oriente Médio, a previsão para o IPCA deste ano foi elevada pela décima quarta semana consecutiva, ultrapassando o intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC.

Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite inferior é de 1,5% e o superior, de 4,5%.

Em maio, o preço dos alimentos pressionou a inflação oficial, que fechou em 0,58%. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,72%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), já fora do teto da meta de inflação.

Para 2027, a projeção da inflação passou de 4,03% para 4,1%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,68% e 3,5%, respectivamente.

PIB e câmbio

Nesta edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano subiu de 1,91% para 1,96%. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) permanece em 1,7%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para ambos os anos.

No primeiro trimestre de 2026, a economia do país cresceu 1,1% em comparação com o último trimestre de 2025. No acumulado de 12 meses, houve expansão de 2%, de acordo com o IBGE.

Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária. O resultado representa o quinto ano consecutivo de crescimento.

No Focus desta semana, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,20 para o final deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,25.

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Com informações da Agência Brasil