ECONOMIA

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Ministro da Agricultura destaca parceria entre governo e setor privado

(via Agência Brasil)

| Edição de 02 de junho de 2026 | Atualizado em 02 de junho de 2026

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O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, enfatizou a relevância da colaboração entre o governo e o setor produtivo para enfrentar desafios e apresentou um panorama de conquistas e metas ambiciosas para o agronegócio brasileiro. Durante um encontro, ele reafirmou o compromisso com o desenvolvimento e a inovação no campo ao participar do painel “Diálogo, inovação e crescimento: o novo momento do agronegócio brasileiro”, no Conselho do Agronegócio da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), na capital paulista.

De Paula destacou a abertura de novos mercados internacionais para os produtos brasileiros, mencionando que desde a saída do ex-ministro Carlos Fávaro, que deixou o ministério com 555 mercados abertos, o número já subiu para 616, com a meta de alcançar 700. Ele atribuiu parte desse sucesso ao envolvimento pessoal do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que, segundo ele, "tem muito prazer em se envolver pessoalmente nessas questões".

Entre as conquistas recentes, o ministro mencionou a abertura do mercado do Vietnã e a ampliação da presença brasileira na China, principal destino dos produtos agrícolas do país. A formalização pela China de que o Brasil é um país livre de febre aftosa sem vacinação foi outro ponto ressaltado como resultado de negociações diplomáticas intensas.

De Paula também destacou a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) como um pilar estratégico para o agronegócio, mencionando um aumento nos investimentos em pesquisa, que agora são três vezes maiores. Ele falou sobre a inauguração de um escritório da Embrapa na capital paulista, junto com a presidente do órgão, Silvia Massruhá.

“Em São Paulo, nós já temos cinco unidades da Embrapa, mas precisávamos de um escritório focado em negócios na capital. Também assinamos um termo de cooperação muito importante com o Carrefour, que visa qualificar e capacitar nossos produtores que fornecem para essa rede de supermercados”, disse.

O ministro mencionou ainda que, após 15 anos sem concurso público, a Embrapa realizou um certame para preencher 1.027 vagas, com a possibilidade de acréscimo de 25%, totalizando 1.300 novos profissionais.

“A reinclusão da Embrapa no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) garantiu um aporte de R$ 1 bilhão para a renovação de sua estrutura, permitindo a inauguração de novas unidades, como a Embrapa Territórios em Alagoas”, explicou.

Em relação à infraestrutura, o ministro destacou o programa de recuperação de estradas vicinais e rurais, que visa restaurar cerca de 8 mil km de vias, facilitando o escoamento da produção e o acesso dos produtores.

Desafios e Perspectivas Futuras

O ministro abordou ainda os desafios que o setor enfrenta, como o elevado endividamento dos produtores, a necessidade de um seguro rural robusto e a criação de um fundo garantidor. Ele também citou o impacto das guerras na formação dos preços de fertilizantes e combustíveis, itens cruciais para a produção agrícola.

De Paula afirmou que para o próximo Plano Safra, que será anunciado em 1º de julho, a expectativa é de um volume de recursos em torno de R$ 550 bilhões, representando um aumento de 10% em relação ao ano anterior, quando os valores chegaram a R$ 516 bilhões. A grande aposta é na redução das taxas de juros para um dígito, o que representaria uma "grande vitória" para os produtores.

O ministro destacou que "o agro é um setor que cuida de 25% do PIB nacional, que gera 38 milhões de empregos, e é responsável por metade da pauta de exportações do Brasil. No ano passado, crescemos 11,7% do PIB e fomos determinantes para que o país crescesse 2,3% no ano passado. São números que dispensam qualquer comentário, porque falam muito eloquentemente sobre a importância do setor, o papel que compre, o seu crescimento atual e do futuro.”

O ministro concluiu seu discurso reforçando a importância da união e da colaboração entre todos os atores do agronegócio, enfatizando que "o Agro não tem partido, o Agro não tem cor. O Agro é algo que nos une a todos. Precisamos buscar essa parceria. É o que pode nos assegurar bons resultados”, finalizou.

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Com informações da Agência Brasil