ECONOMIA

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Ministros defendem mais parcerias em investimentos em infraestrutura

(via Agência Brasil)

| Edição de 09 de fevereiro de 2026 | Atualizado em 09 de fevereiro de 2026

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Em um seminário realizado no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), ministros da área de infraestrutura destacaram, nesta segunda-feira (9), a importância de parcerias com a iniciativa privada para impulsionar investimentos em setores como rodovias, portos, aeroportos, saneamento e habitação.

O ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho, enfatizou que os investimentos devem ser uma política contínua. "O Brasil só vai avançar se tivermos investimentos contínuos, garantindo que projetos sejam desenvolvidos e que o país entre em um processo de crescimento", afirmou.

O evento contou com a presença de representantes do setor privado, incluindo empresas de infraestrutura, bancos e gestoras de recursos. "A mensagem que trazemos hoje é de apoio aos investimentos", declarou o ministro.

Programa Minha Casa, Minha Vida

Jader Filho destacou os esforços do governo para reduzir o déficit habitacional através do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV). Ele mencionou que até o final de 2026, o ministério pretende assinar 3 milhões de contratos com famílias beneficiadas. "O Minha Casa, Minha Vida foi responsável por 85% de todos os lançamentos imobiliários no país", ressaltou.

O ministro também apontou que, sem a colaboração do setor privado, metas em mobilidade e saneamento não serão atingidas. Ele mencionou que o governo já investiu R$ 60 bilhões em saneamento, mas que a participação privada é essencial para alcançar a universalização do abastecimento de água e esgoto até 2033.

Concessões e Investimentos

Renan Filho, ministro dos Transportes, destacou que o Brasil possui o maior pipeline de concessão de rodovias do mundo, com planos de contratar R$ 400 bilhões em investimentos privados. "Obviamente, esses R$ 400 bilhões não serão investidos apenas em quatro anos, é um ciclo maior", explicou.

Desafios e Oportunidades do BNDES

Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, destacou um "hiato" de investimentos em infraestrutura, equivalente a 1,74% do PIB. "Precisamos de um investimento mínimo de R$ 218 bilhões por ano", defendeu, mencionando que o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) já alcançou R$ 788 bilhões desde 2023, com expectativa de chegar a R$ 1 trilhão.

Mercadante anunciou também um financiamento de R$ 9,2 bilhões para melhorias em rodovias no Paraná, reforçando o papel do BNDES como fomentador do desenvolvimento nacional.

Mercado de Capitais

Luciana Costa, diretora do BNDES, defendeu a participação do banco no mercado de capitais, destacando a importância de dividir riscos e retornos com outras instituições financeiras. "O mercado de capitais aqui não tem a profundidade de prazo e volume de mercados mais desenvolvidos, mas está crescendo, e o BNDES está contribuindo para isso", afirmou.

Captação de Recursos

Gilson Finkelsztain, diretor-executivo da B3, ressaltou que o mercado de capitais se tornou a maior fonte de captação para empresas, com R$ 496 bilhões em debêntures em 2025, dos quais R$ 172 bilhões foram destinados à infraestrutura.



Com informações da Agência Brasil