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Nova versão do Desenrola será lançada após viagem de Lula, diz Durigan

(via Agência Brasil)

| Edição de 13 de abril de 2026 | Atualizado em 13 de abril de 2026

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A nova versão do programa de renegociação de dívidas, inspirada no Desenrola, está prestes a ser anunciada após a viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Europa. A informação foi dada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, nesta segunda-feira (13).

O ministro revelou que a equipe econômica ainda está finalizando os detalhes da proposta, que será apresentada ao presidente nos próximos dias. O anúncio oficial será feito por Lula, assim que ele retornar ao Brasil.

“Ainda estamos terminando de desenhar o programa e vamos apresentar ao presidente. Esperamos um impacto grande para que a população se desendivide ou diminua o endividamento”, afirmou Durigan em São Paulo, após cerimônia de assinatura de crédito para as obras do Túnel Santos–Guarujá.

O objetivo do novo programa é reduzir os níveis de inadimplência no país, em um cenário de juros ainda elevados, mas com expectativa de queda nos próximos meses.

Medidas em estudo

Entre as principais ações em discussão está a possibilidade de liberação de valores retidos no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitação de dívidas. O montante pode chegar a cerca de R$ 7 bilhões, segundo informações preliminares.

O governo também avalia mecanismos para conter o uso excessivo de apostas, incluindo bets esportivas e plataformas eletrônicas, como forma de reduzir o endividamento das famílias.

Durigan não detalhou todas as medidas, mas indicou que o programa deve contemplar tanto pessoas físicas quanto empresas.

Anúncio após viagem

O ministro embarca nesta segunda-feira à noite para compromissos nos Estados Unidos e na Europa e deve se encontrar com Lula durante a viagem internacional, que inclui passagens por Barcelona e Alemanha.

“Na volta, a gente deve estar pronto para o presidente poder anunciar”, disse.

A viagem ocorre em meio a uma agenda econômica voltada à discussão de temas globais, como governança financeira, transição energética e cooperação internacional, mas também serve para alinhar os últimos pontos do programa antes de seu lançamento.

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Com informações da Agência Brasil