Entraram em vigor nesta terça-feira (16) as novas diretrizes para o check-in e check-out em hotéis no Brasil. A mudança, promovida pelo Ministério do Turismo (MTur), estabelece que a diária cobre 24 horas, durante as quais os hotéis têm três horas para preparar os quartos.
Flexibilidade nos Horários
Os hotéis agora têm a liberdade de definir seus próprios horários de entrada e saída, desde que respeitem o período de 24 horas. Essas informações devem ser comunicadas claramente aos hóspedes, tanto pelos hotéis quanto pelas agências de turismo e plataformas de reservas online.
A alteração foi oficializada por meio de uma portaria do MTur publicada em setembro, com um prazo de 90 dias para entrar em vigor.
Regulamentação e Impacto
Manoel Linhares, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis, afirma que a prática já era comum, mas a regulamentação era uma demanda do setor para evitar dúvidas. "São três horas de intervalo entre saídas e entradas dos hóspedes, para que nossos colaboradores tenham tempo de preparar a hospedagem e possamos receber melhor", explica.
Além disso, a regulamentação permite a cobrança de tarifas diferenciadas para entradas antecipadas ou saídas tardias, e detalha a comunicação sobre horários e frequência dos serviços de limpeza.
A Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav) avaliou positivamente a regulamentação, destacando que ela alinha as expectativas dos viajantes e reduz ruídos na comercialização de pacotes turísticos.
Modernização no Registro de Hóspedes
Outra mudança significativa é a adoção do novo modelo digital da Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH), substituindo o modelo de papel. A partir de 13 de fevereiro, os estabelecimentos terão um QR Code para a página de pré-check-in, facilitando o processo de entrada dos hóspedes.
"O check-in se torna mais tranquilo, tanto para a hotelaria quanto para o hóspede, que já chega cansado de um voo e não precisa enfrentar filas para preencher fichas", comenta Linhares.
Desafios e Demandas Futuras
Apesar das regulamentações, ainda há desafios a serem enfrentados, como a regulamentação de aplicativos de hospedagem que alugam imóveis por temporada. Linhares destaca a desigualdade na operação desses aplicativos, que não estão sujeitos à mesma carga tributária dos hotéis.
"Só em Fortaleza, seis hotéis fecharam no último ano. Se não houver regulamentação, muitos outros poderão fechar", alerta Linhares.
A reportagem da Agência Brasil tentou contato com o MTur sobre a regulamentação dessas plataformas, mas não obteve resposta até o momento.
Com informações da Agência Brasil