A Petrobras anunciou uma redução média de 7,8% nos preços de venda da molécula de gás natural para as distribuidoras, a partir do dia 1º de fevereiro. Essa mudança, no entanto, não será sentida de maneira uniforme pelo consumidor final, pois outros fatores como custos de transporte, impostos e margens de lucro das distribuidoras e revendedoras também influenciam o preço final.
Impacto no GNV e GLP
É importante destacar que essa atualização não afetará o preço do gás de cozinha (GLP), que é vendido em botijões ou a granel. No entanto, o gás natural veicular (GNV) será impactado pela redução.
Redução acumulada
Desde dezembro de 2022, o preço médio da molécula de gás vendido às distribuidoras já acumula uma redução de 38%, incluindo a nova diminuição anunciada para fevereiro. Essa queda está ligada à parcela do preço indexada ao Henry Hub, referência para o mercado de gás natural nos Estados Unidos, que começou a ser aplicada em 2026 para as distribuidoras que optaram por essa indexação.
Fatores de variação
Além da variação do Henry Hub, os contratos de venda de gás natural às distribuidoras são atualizados trimestralmente, considerando as oscilações do petróleo no mercado internacional e a taxa de câmbio real/dólar (R$/US$). Para o trimestre que se inicia em fevereiro de 2026, a combinação dessas referências resultará em uma redução média de 7,8% no preço da molécula.
Preços por distribuidora
As variações finais dos preços por distribuidora dependerão dos produtos contratados e dos volumes efetivamente retirados. A Petrobras criou prêmios a partir de 2024, como o prêmio por performance e o prêmio de incentivo à demanda, que podem reduzir ainda mais o preço dependendo dos volumes retirados.
O preço final ao consumidor não é determinado apenas pelo preço de venda da molécula pela Petrobras, mas também pelo custo do transporte até a distribuidora, pelo portfólio de suprimento de cada distribuidora, suas margens e os tributos federais e estaduais. No caso do GNV, o preço final também depende dos postos de revenda.
As tarifas ao consumidor são aprovadas pelas agências reguladoras estaduais, conforme legislação e regulação específicas.
Com informações da Agência Brasil