ECONOMIA

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Prévia da inflação de março fica em 0,44%, pressionada por alimentos

(via Agência Brasil)

| Edição de 26 de março de 2026 | Atualizado em 26 de março de 2026

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A inflação oficial de março apresentou uma prévia de 0,44%, influenciada principalmente pelo aumento nos preços dos alimentos. Este índice representa uma desaceleração em comparação aos 0,84% registrados em fevereiro.

Além disso, a prévia de março ficou abaixo do índice de 0,64% medido no mesmo mês do ano anterior. Nos últimos 12 meses, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) acumulou uma alta de 3,9%, permanecendo dentro da meta do governo, que permite até 4,5% ao ano.

Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (26).

Grupos de preços

Os nove grupos de preços pesquisados pelo IBGE registraram aumento de fevereiro para março. O grupo de alimentos e bebidas destacou-se com uma elevação média de 0,88%, impactando em 0,19 ponto percentual (p.p.) no IPCA-15.

  • Alimentação e bebidas: 0,88% (impacto de 0,19 p.p.)
  • Habitação: 0,24% (0,04 p.p.)
  • Artigos de residência: 0,37% (0,01 p.p.)
  • Vestuário: 0,47% (0,02 p.p.)
  • Transportes: 0,21% (0,04 p.p.)
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,36% (0,05 p.p.)
  • Despesas pessoais: 0,82% (0,09 p.p.)
  • Educação: 0,05% (0,00 p.p.)
  • Comunicação: 0,03% (0,00 p.p.)

Alimentos

No grupo de alimentação e bebidas, os preços da alimentação no domicílio subiram 1,10%. Em fevereiro, o impacto havia sido de 0,09 p.p. Os aumentos mais significativos foram observados no açaí (29,95%), feijão-carioca (19,69%), ovo de galinha (7,54%), leite longa vida (4,46%) e carnes (1,45%). As carnes tiveram um impacto de 0,04 p.p. na inflação mensal, enquanto o leite contribuiu com 0,03 p.p.

Os aumentos de dois dígitos no feijão e no açaí contribuíram, cada um, com 0,02 p.p. no índice de março. Já a alimentação fora do domicílio teve um aumento de 0,35% em março, superando a expansão de fevereiro (0,46%).

Mais influências

Entre os 377 subitens pesquisados pelo IBGE, as passagens aéreas foram as que mais pressionaram o IPCA-15, com um aumento de 5,94% no mês, impactando em 0,05 p.p.

Os combustíveis, por outro lado, apresentaram deflação de 0,03%, com reduções nos preços do gás veicular (-2,27%), etanol (-0,61%) e gasolina (-0,08%). O óleo diesel, no entanto, teve uma variação positiva de 3,77%.

Guerra no Irã

Os preços dos combustíveis, especialmente os derivados de petróleo, estão sendo monitorados devido à guerra no Irã, que tem causado distúrbios na cadeia global de petróleo. No Brasil, a Petrobras anunciou um reajuste no diesel de R$ 0,38 por litro, e o governo adotou medidas para conter a alta, como a isenção de PIS e Cofins sobre o diesel.

O diesel, utilizado por ônibus, caminhões e tratores, é o mais afetado pela pressão internacional, já que o Brasil importa 30% do óleo que consome.

IPCA-15 x IPCA

O IPCA-15 utiliza a mesma metodologia do IPCA, a inflação oficial que orienta a política de metas do governo, com uma meta de 3% ao ano, tolerando variações de 1,5 p.p. para mais ou para menos.

A diferença está no período de coleta de preços e na abrangência geográfica. O IPCA-15 é divulgado antes do final do mês de referência, com a coleta ocorrendo de 13 de fevereiro a 17 de março. Ambos os índices consideram uma cesta de produtos e serviços para famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos, atualmente fixado em R$ 1.621.

O IPCA-15 coleta preços em 11 localidades do país, enquanto o IPCA cobre 16 localidades. O IPCA completo de março será divulgado em 10 de abril.

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Com informações da Agência Brasil