ECONOMIA

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Prévia da inflação perde força pelo 2º mês e fecha abril em 0,41%

(via Agência Brasil)

| Edição de 25 de junho de 2026 | Atualizado em 25 de junho de 2026

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A prévia da inflação oficial de junho registrou um aumento de 0,41%, indicando uma desaceleração do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) pelo segundo mês consecutivo. Em abril, o índice havia sido de 0,89%, enquanto em maio, 0,62%.

Nos últimos 12 meses, o índice acumulou uma alta de 4,8%, comparado aos 4,64% registrados em maio. Esses dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (25).

O IPCA-15 serve como uma prévia da inflação oficial, medida pelo IPCA.

Segundo o Boletim Focus do Banco Central (BC), divulgado na última segunda-feira (22), a expectativa mediana para a inflação oficial de junho é de 0,32%.

Principais Contribuições para o IPCA-15

Para calcular a prévia da inflação, são coletados preços de nove grupos de produtos e serviços. Em junho, os grupos de alimentos e bebidas e habitação foram responsáveis por dois terços do IPCA-15.

Comportamento dos grupos e seus impactos em ponto percentual (p.p.):

  • Alimentação e bebidas: 0,74% (0,16 p.p.)
  • Habitação: 0,72% (0,11 p.p.)
  • Artigos de residência: 0,36% (0,01 p.p.)
  • Vestuário: 0,45% (0,02 p.p.)
  • Transportes: -0,03% (-0,01 p.p.)
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,47% (0,06 p.p.)
  • Despesas pessoais: 0,34% (0,04 p.p.)
  • Educação: -0,02% (0,00 p.p.)
  • Comunicação: 0,34% (0,02 p.p.)

Alimentação em Casa

No grupo de alimentação e bebidas, a variação da alimentação no domicílio foi de 0,87%, uma desaceleração em relação ao aumento de 1,73% observado em maio.

Os itens que mais contribuíram para a alta foram batata-inglesa (29,42%), tomate (17,27%), feijão-carioca (14,29%) e cebola (9,54%). No semestre, o tomate (103,84%), cenoura (103,10%) e batata-inglesa (100,20%) mais que dobraram de preço, refletindo a influência das condições climáticas nos custos dos alimentos.

Impacto da Bandeira Tarifária Amarela

No grupo de habitação, o custo da energia elétrica residencial subiu 2,04%, sendo o item com maior impacto de alta (0,08 p.p.) entre os 377 produtos e serviços pesquisados.

O aumento é atribuído à bandeira tarifária amarela, que adiciona R$ 1,885 a cada 100 quilowatt-hora (Kwh) consumidos, conforme estabelecido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A previsão de chuvas abaixo da média e o aumento no consumo de energia justificam a tarifa extra, que também é influenciada pela necessidade de ativar usinas termelétricas, mais caras, devido à escassez de chuvas e temperaturas elevadas.

Além disso, reajustes tarifários em cidades como Belo Horizonte, Recife, Fortaleza e Salvador contribuíram para o aumento na conta de luz, refletindo-se no IPCA nacional.

No grupo de transportes, as passagens aéreas subiram 7,24% (impacto de 0,05 p.p.), enquanto os combustíveis caíram 1,22% (impacto de -0,08 p.p.).

Os preços do etanol (-5,30%) e da gasolina (-0,73%) foram os que mais contribuíram para a redução do IPCA-15 (-0,04 p.p. cada), com o óleo diesel recuando 1,47% em junho.

Metodologia do IPCA-15

O IPCA-15 utiliza a mesma metodologia do IPCA, a inflação oficial que orienta a política de metas do governo, fixada em 3% ao ano, com tolerância de 1,5 p.p. para mais ou para menos.

A diferença entre os índices está no período de coleta de preços e na abrangência geográfica. O IPCA-15 é calculado e divulgado antes do final do mês de referência, com coleta de dados de 16 de maio a 16 de junho.

Ambos os índices consideram uma cesta de produtos e serviços para famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos, atualmente fixado em R$ 1.621.

O IPCA-15 coleta preços em 11 localidades do país, enquanto o IPCA cobre 16 localidades. O IPCA completo de junho será divulgado em 10 de julho.

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Com informações da Agência Brasil