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Próximo leilão de exploração no pré-sal terá 23 blocos oferecidos

(via Agência Brasil)

| Edição de 06 de abril de 2026 | Atualizado em 06 de abril de 2026

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O próximo leilão de blocos exploratórios de petróleo no pré-sal promete movimentar o setor, com a oferta de 23 áreas, conforme anunciou a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nesta segunda-feira (6). Este anúncio foi formalizado através da atualização do edital do Oferta Permanente de Partilha de Produção (OPP), que já incluía oito blocos e agora adiciona mais 15, após aprovação do Ministério de Minas e Energia (MME).

Todas as áreas estão localizadas no Polígono do Pré-Sal, ao longo do litoral da região Sudeste, com oito blocos na Bacia de Campos e 13 na Bacia de Santos. A ANP assegura que todos os blocos têm parecer favorável quanto à viabilidade ambiental, conforme avaliação dos órgãos competentes, além de contar com a manifestação conjunta do MME e do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).

Com a publicação do edital, as empresas de petróleo podem declarar interesse nas áreas, acompanhadas das garantias de oferta. A partir dessas declarações, a ANP poderá agendar a data do leilão.

Oferta Permanente

A Oferta Permanente é a principal modalidade de licitação para exploração e produção de petróleo e gás natural no Brasil. Diferente das rodadas tradicionais, este sistema permite a oferta contínua de blocos exploratórios, proporcionando às empresas a liberdade de estudar os dados técnicos e apresentar ofertas no momento mais oportuno, sem a pressão de prazos rígidos.

“Essa flexibilidade tem tornado a Oferta Permanente um instrumento essencial para fomentar a competitividade e atratividade do setor no Brasil”, afirma a ANP.

Partilha e concessão

As ofertas permanentes podem ocorrer sob o modelo de concessão ou de partilha. No pré-sal, onde estão as maiores reservas de petróleo do país, o regime de partilha é adotado. Neste regime, o vencedor do leilão é definido pela parcela de excedente de produção oferecida à União, e não pelo valor do bônus de assinatura.

Além do excedente, o Estado recebe tributos, royalties e participação especial em casos de grande produção. A estatal Pré-Sal Petróleo (PPSA), vinculada ao MME, representa os interesses da União e leiloa o óleo entregue pelas petroleiras.

Nos contratos de concessão, utilizados em outras áreas, o vencedor é aquele que paga o maior bônus de assinatura pelo direito de exploração.

Rodadas passadas

A ANP já realizou três ofertas permanentes de partilha em 2022, 2023 e 2025. No último leilão, cinco dos sete blocos ofertados foram arrematados, com um ágio de 251,63%.

O país também teve cinco ciclos de Oferta Permanente no regime de concessão entre 2019 e 2025.

Lista de blocos ofertados

Bacia de Santos

  • Ágata
  • Amazonita
  • Aragonita
  • Calcedônia
  • Cerussita
  • Cruzeiro do Sul
  • Granada
  • Jade
  • Malaquita
  • Opala
  • Quartzo
  • Rodocrosita
  • Rubi
  • Safira Leste
  • Safira Oeste

Bacia de Campos

  • Azurita
  • Calcita
  • Hematita
  • Larimar
  • Magnetita
  • Ônix
  • Siderita
  • Turmalina

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Com informações da Agência Brasil