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Revisão em taxas de importação de eletrônicos mantém preço sem aumento

(via Agência Brasil)

| Edição de 28 de fevereiro de 2026 | Atualizado em 28 de fevereiro de 2026

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O governo federal tomou a decisão de revisar as tarifas de importação de smartphones e produtos eletroeletrônicos. A medida foi aprovada pelo Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex), que é parte da Câmara de Comércio Exterior (Camex).

O impacto dessa decisão nos preços ao consumidor é considerado "praticamente nulo", com um aumento estimado de apenas 0,04%.

Esse cálculo foi apresentado por Uallace Moreira Lima, secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Ele acompanhou o vice-presidente Geraldo Alckmin em uma agenda em São Paulo.

De acordo com o secretário, a produção de celulares no Brasil já é predominantemente nacional, com cerca de 95% dos aparelhos adquiridos pelos brasileiros sendo fabricados internamente. Por isso, as mudanças nas tarifas têm um impacto tão pequeno para o consumidor.

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28/02/2026 - Secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços, Uallace Moreira Lima. Foto: MDIC/Divulgação

O que mudou?

A decisão do governo abrange um total de 120 produtos. Desses, 105 itens tiveram o imposto de importação zerado, enquanto 15 produtos que haviam sofrido aumento de tarifa retornaram aos percentuais anteriores. Entre esses produtos estão notebooks, smartphones, roteadores, impressoras em braile e mesas digitalizadoras.

Esses 15 itens haviam sido reajustados para alíquotas de 16% ou 20%, ou passaram de 12% para 16%, devido à existência de similares produzidos no país. Com a revisão, as alíquotas retornaram a valores anteriores, como 10% ou 16%.

Na prática, a medida restabelece as condições anteriores para esses produtos e amplia a lista de itens com tarifa zerada.

Custos baixos

Segundo Uallace Moreira Lima, o objetivo principal da decisão é proteger a cadeia produtiva nacional e, ao mesmo tempo, manter baixos os custos de produção.

O secretário explicou que foi mantido o regime de ex-tarifário, que praticamente elimina o imposto de importação para determinados bens.

"A lógica é garantir que as empresas continuem tendo acesso a insumos e equipamentos com menor custo, sem prejudicar a indústria nacional."

Para o governo, ajustar as tarifas permite proteger a produção, o emprego e a renda, sem causar aumento de preços para a população.

Diálogo

De acordo com o secretário, parte das críticas e da repercussão negativa iniciais ocorreu por uma “falta de leitura atenta” das resoluções que regulamentaram a mudança.

Ele ressaltou que ficou acordado com o setor que todos os produtos que estavam com alíquota zero e passaram para 7% poderiam ter o benefício restabelecido imediatamente, mediante pedido das empresas.

Esse compromisso está sendo cumprido pelo governo, destacou Uallace.

Para ele, à medida que o setor produtivo passa a compreender os detalhes da decisão, fica claro que a política foi formulada de forma criteriosa, preservando o incentivo à importação de insumos e, ao mesmo tempo, protegendo a produção nacional.

Como funciona

Pelas regras estabelecidas, as empresas que tiveram a alíquota elevada de 0% para 7% podem apresentar um pedido de revisão. A partir disso, o governo passa a analisar se o produto possui ou não similar nacional.

Se não houver produto equivalente fabricado no país, a alíquota permanece em 0%. Se, ao final da análise, for constatado que há similar nacional, a tarifa volta para 7%.

O mesmo procedimento vale para novos investimentos. Caso uma empresa pretenda importar uma máquina ou equipamento que ainda não tenha o benefício da tarifa zero, poderá solicitar o enquadramento no ex-tarifário.

O governo, então, verificará se existe produção nacional equivalente antes de conceder o benefício.

Segundo o secretário, o regime continuará funcionando normalmente, reforçando o caráter técnico e dialogado da política de tarifas adotada pelo governo.



Com informações da Agência Brasil